A POLITICA DA COMPOSIÇÃO DOS EFETIVOS DAS FORÇAS ARMADAS
Seu estilo não é militar, e seu viés é ideológico
Desde a sua aprovação presidencial em 18 de dezembro de 2008 a Estratégia de Defesa Nacional tem sido tema permanente no noticiário nacional . Foram as diversas exposições feitas pelos; ministro da Defesa , Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados , os numerosos seminários organizados pelas instituições privadas, as manifestações de estudiosos no assunto em artigos publicados na imprensa e aparições na televisão. Como oportunamente ressaltado na Exposição de Motivos encaminhada ao presidente da República, os ministros signatários esclarecem que a referida END fundamenta-se em “ …três eixos estruturantes :
1-Reorganização das Forças Armadas
,
2-Reestruturação da Indústria Brasileira de Defesa e
3-Política de Composição dos Efetivos das Forças Armadas…
” Este último , a – Política da Composição dos efetivos das Forças Armadas – será o tema do presente trabalho.
A sua escolha deve-se à dois motivos: o primeiro encontra-se na inexistência de trabalhos específicos, contrastando fortemente com apreciável freqüência dos atraentes temas dos dois outros eixos estruturantes, tais como : submarino de propulsão nuclear, defesa das plataformas marítimas de exploração de petróleo, a preferência de navios de múltiplo emprego em detrimento dos Navios Aeródromos, a defesa da região amazônica, a redistribuição da Força Terrestre pelo território nacional e a aquisição do caça de quinta geração e a retomada da indústria defesa.
O segundo motivo reside na necessidade da adequada identificação da natureza da Política empregada na à Composição dos Efetivos das Forças Armadas. Isto porque a sua redação vale-se de termos específicos que aparentam serem originários de uma conhecida terminologia que já caminhara para o desuso .
Mesmo com o risco de recair em truísmo é oportuno registrar que qualquer Plano e, no caso o END, fundamenta sua elaboração em três fases: identificação da situação, análise e proposta de ação. Os autores do END ao não se furtarem em percorrê-las, conseqüentemente revelam, no caso dos militares o que pensam deles, o que pretendem alterar e a solução a ser implantada .
A apresentação deste trabalho, para facilitar o entendimento do leitor, constará na focalização naqueles aspectos da EDN considerados característicos e que serão denominados de DESTAQUES. Eles extraídos , ipsis litteris, do texto original e acrescidos das observações pertinentes .
DESTAQUE – 1
Natureza e âmbito da END – ( página 10 )
“ … seu propósito é zelar para que as Forças Armadas reproduzam, em sua composição, a própria Nação -para que elas não sejam uma parte da Nação pagas para lutar por conta em benefício de outras partes …a Nação possa encontrar-se acima das classes sociais …”
OBSERVAÇÃO – 1
Auto explicativo .
Chama atenção a freqüência de emprego das expressões como , “ classes sociais “ .
DESTAQUE – 2
Diretriz 23 – Manter o Serviço Militar Obrigatório ( página 19 )
“ … É também instrumento para afirmar a unidade da Nação acima das divisões das classes sociais … “
“ … Devem as Escolas de Formação de oficiais das três forças continuarem a atrair candidatos de todas as classes sociais … ..
É ótimo que número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora … “
OBSERVAÇÃO – 2
Os autores identificam, no seu entender, atual disfunção desvantajosa, e para corrigí-la propõem a solução de incrementar o ingresso de candidatos da classe trabalhadora. Na terminologia das classe sociais, a mais comum, denomina a referida classe como proletariado . Aumentando a sua participação, provavelmente, pretendem reduzir a influência da atual situação encontrada nas Escolas Militares por julgá-las desfavorável, possivelmente considerada como a “ burguesia “. Em resumo, provavelmente, os autores pretendem aumentar a participação dos alunos oriundos do “ proletariado “ em detrimento daqueles provenientes da “ burguesia “ .
O repetido lugar comum de “ classes “ “ divisão das classes “ mesmo com a ausência da ilação “ luta de classe “ sugere possível viés ideológico .
Ressalte-se que a admissão às Escolas Militares faz—se mediante concurso público e a aprovação dos candidatos é mediante a rigidez do princípio do mérito. O comparecimento às formaturas dos alunos das três escolas permite aos presentes observação da heterogênea origem sócio-econômica de seus integrantes. A negação da realidade pode servir de fundamento para introduzir as alterações até então julgadas não necessárias.
DESTAQUE – 3
Marinha do Brasil : a hierarquia dos objetivos Estratégicos e Táticos – itens 1 e 2 (páginas 20 e 21 );
“ … a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto …” e
“ … a doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto tem implicações para a reconfiguração das forças navais … “
OBSERVAÇÃO – 3
A “ …Doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto … “ constitui a aplicação da conhecida Lei de Trotsky, e da qual únicamente é diferenciada pela última palavra do seu enunciado . Eis a comparação :
Trotsky – …” a doutrina do desenvolvimento desigual e combinado … “ e a
EDN - “ … a doutrina do desenvolvimento desigual e conjunto … “
A primeira Lei do desenvolvimento desigual coube a Lênin e seu texto não contemplava a palavra “ combinado “. Esta seria acrescentada por Trotsky alguns anos mais tarde . Lênin e Stalin a empregavam para explicar que o caminho da revolução dos países que se encontravam em estágio inferior de desenvolvimento teria como primeira etapa o crescimento econômico e daí sim, a passagem para a etapa seguinte, a revolução socialista. Como conseqüência direta eles negavam a luta revolucionária como etapa inicial para os países mais atrasados. Estes teriam de percorrer etapa intermediária, pré capitalista, denominada “ revolução democrática – burguesa” . Suas lideranças não seriam o partido comunista e sim as suas burguesias nacionais. Trotsky discordava de Lênin e Stalin e alertava que as ditas “burguesias – nacionais” mantinham fortes laços de interesse com os países mais adiantados o que dificultava, ou impediria, que guiassem o caminho da revolução. Esses laços eram de natureza de dependência de capitais estrangeiros, influência dos grandes proprietários rurais , etc . , e todos os dois impregnados por seus elevados temores de que o proletariado pudesse chegar ao poder político. Por sua vez as desigualdades entre as diversas nações desenvolvidas e subdesenvolvidas repercutiriam nestas últimas, obrigando-as a fazer adaptações nos seus caminhos revolucionários, devido aos seus diferentes níveis econômicos e culturais. Estas adaptações que ficaram conhecidas como “ choque – adaptação “ foram chamadas por Trotsky de “ combinado e , por ele acrescida à anterior Lei de Lênin passou a denominar-se de Lei de Trotsky . Sua redação está acima sublinhada em vermelho .�
DESTAQUE – 4
O Serviço Militar Obrigatório : nivelamento republicano e mobilização nacional- item 6 ( página 39 );
“ … é importante para a defesa nacional que o oficialato seja representativo de todos os setores da sociedade brasileira … “
“ … é bom que os filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares … “
OBSERVAÇÃO – 4
Já considerado no DESTAQUE nº 2 , evidencia a preocupação com a classe de origem dos alunos das Escolas Militares. Julgando que a distribuição atual não favorece aos “ filhos dos trabalhadores “ , propõe a alterar este estado de coisas , de forma a aumentar o seu ingresso. O resultado prático é a neutralização , ou superação da suposta atual constituição dos corpos de alunos das Escolas Militares considerada pelos autores como predominantemente burguesa.
DESTAQUE – 5
Estruturação das Forças Armadas ( páginas 49 )
“ … Nesse sentido o sistema educacional de cada força ministrará cursos e realizará projetos de pesquisa e de formulação em conjunto com os sistemas das demais Forças e com a Escola Superior de Guerra .
“ … A ESG restaurada como preceitua a EDN terá ingerência no sistema educacional de cada Força … “
“ … o ministério da Defesa deverá apresentar planejamento para a transferência da Escola Superior de Guerra para Brasília de modo a intensificar o intercâmbio fluido entre os membros do governo Federal e aquela instituição de modo a otimizar a formação de recursos humanos ligados aos assuntos de defesa .”
“” … o ministério da Defesa elaborará uma Política de Ensino…acelerar o processo de interação do ensino militar…atendendo as orientações da EDN… “
OBSERVAÇÃO – 5
O Ensino nas três FFAAs é regido por lei , específica para cada uma delas .
Com as alterações inclusas na EDN caberá ao ministério da Defesa formular a Política de Ensino, e a ESG restaurada terá ingerência no Ensino de cada Força .
DESTAQUE – 6
Recursos Humanos – item 1 e 6 ( paginas 57 e 59 )
“ … O recrutamento dos quadros profissionais das Forças Armadas deverá ser representativo de todas as classes sociais …”
OBSERVAÇÃO – 6
Registra-se a preocupação dos autores com o tema “ classes sociais “, já visto no DESTAQUE 2 .
DESTAQUE – 7
Recursos Humanos – item 6 ( página 59 )
“ … as instituições de ensino das três Forças Armadas ampliarão nos seus currículos de formação militar disciplinas relativas a noções de Direito Constitucional e de Direitos Humanos , indispensáveis para consolidar a identificação das Forças Armadas com o povo brasileiro … “
OBSERVAÇÃO – 7
Transparece a discutível preocupação de “consolidar” a identificação das FFAAs com o povo brasileiro . O fundamento para esta alteração é a assunção pelos autores de um “gap” entre o povo brasileiro e suas FFAAs.
Pergunta-se qual a origem desta proposição que tão categóricamente estatui que há lapso entre povo e FFAAs ?
Qual o estudo ou pesquisa que valida esta afirmação .
As pesquisas ora conhecidas envolvendo as FFAAs atestam a elevada credibilidade que o povo brasileiro atribui às suas FFAAs . Quanto as alterações dos currículos como preconizadas , sugerem semelhança com os conhecidas disciplinas de Estudos de Problemas Brasileiros e Organização Sócio Política Brasileira .
APRECIAÇÃO FINAL
Os sete DESTAQUES anteriormente apresentados , e comentados , evidenciam o expressivo emprego das seguintes palavras , ou expressões ou “indícios “:
“ … Divisões das classes sociais ; todas as classes sociais ; classe trabalhadora ; o oficialato seja representativo da sociedade brasileira , filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares ; ampla representação das classes das sociais ; representativo de todas as classes sociais; consolidar a identificação das FFAAs com o povo brasileiro.
O repetitivo e compulsivo emprego dos termos acima , indica a importância dada pelos autores ao tema “ classes sociais “ bem como as suas “ divisões “. Uma vez integrando o texto do EDN , levam consigo, e por isso evidenciam, possível viés ideológico ao documento de mais alto nível que trata da Defesa Nacional.
Para facilitar o entendimento do leitor e dar clareza ao significado de “classes” recorre-se a trabalho do presidente da Associação Brasileira de Estudos Estratégicos ABED em livro publicado que conceitua :
“… classe … pela posição que ocupa no interior do sistema de produção , e conseqüentemente caracterizam-se pelos seus interesses antagônicos. De um lado a minoria que controla os meios de produção ( burguesia ), e do outro, numericamente maior que se distingue apenas pela posse da força de trabalho ( proletariado ) .
Voltando ao texto do EDN , quando diz :
“ .. é zelar para que as forças Armadas reproduzam em sua composição a própria Nação , para que elas não sejam parte de uma da Nação, pagas para lutar por conta e em benefício das outras partes .”
Na eventualidade da frase acima ter apresentado alguma dificuldade para seu adequado entendimento o mesmo deixa de acontecer quando recorre-se à explicação que a antecede , obtendo-se o entendimento de que “ partes “ou ‘ divisões de classe “podem ser considerados como de mesmo significado , ou sinônimos , isto é , de burguesia e proletariado .
O emprego da Lei de Trotsky reforça a hipótese de possível viés ideológico .
Ainda citando o ilustre professor atual presidente da ABED , Eurico de Lima Figueiredo, o papel dos militares é de:
“ … encarnam por excelência os desígnios dos que mandam… “
“ … em suma os militares são instrumentos armados dos que controlam o sistema estatal … “
“ … visam manter os interesses dominantes …”
isto é da burguesia .
As considerações expressas acima , encontram razoável difusão entre alguns eminentes professores. Para aqueles que as aceitam como a “expressão do militar “ é razoável encontrar nelas a origem das alterações introduzidas no EDN e que foram como DESTAQUES , matéria deste trabalho .
Aos que não aceitam sugiro persistir no sentido de levar à grande maioria, que ainda não se manifestou, a necessidade de ampliar os debates e que discordando ou concordando com a autor expressem suas opiniões .
Á reflexão dos que chegam ao término destas páginas , repetem-se as três frases :
“ … representativo de todas as classe sociais … “
“ … admissão nas academias militares dos filhos dos trabalhadores … “ ( proletariado )
“ .. .é ótimo que número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora … “( proletariado )
A cinemática das três frases acima, apresenta a evolução programada da composição dos Corpos de Alunos das Escolas Militares . Com a consecução da terceira, ou última, é alcançado o desiderato estabelecido no END. Continua- se a ter ” burguesia ” e proletariado nas academias militares mas, agora , com o proletariado assumindo sua nova posição de hegemonia em detrimento da ” burguesia ” tornada minoritária .
Francisco Carlos Pereira Cascardo




Um “cavalo de tróia” às portas do Ensino Militar
A explícita intenção de subjugar as FFAA está manifestada por ações contínuas desde o mandato de FHC e recrudesceram no atual governo.
É pensamento comum que as FFAA estão alicerçadas na hierarquia e disciplina, mas a verdadeira blindagem está no seu Sistema de Ensino que “formata” profissional com padrão diferenciado.
As ações para o desmantelamento da FORÇA atuam com a imposição de limitações orçamentárias para a manutenção operacional, bem como, no salário aviltante, comparadas com salários de outras funções de estado. Todas estas ações não quebraram a solidez das FFAA. A ação mais recente é a infiltração no sistema de ensino militar, tendo como objetivo a submissão do conhecimento e do pensamento militar ao civil. Esta ação está em andamento, teve inicio em 2005 com a criação do Programa Pró-defesa do MD em conjunto com o MEC.
O “diálogo interamericano”, por intermédio do CEBRAP – Centro de Estudos Brasileiros em Política e Estratégia, tem, como meta, desenvolver massa crítica dentro da dialética marxista e, principalmente, descredenciar as FFAA perante a opinião publica, além de promover o socialismo nas Universidades e sindicatos. Objetivo, hoje, atingido plenamente nos cursos das áreas de ciências humanas (direito, ciência social, sociologia, psicologia) e fortaleceram esta posição com a formação maciça de mestres e doutores com a mentalidade do “politicamente correto”, se tornaram os disseminadores do pensamento da esquerda dentro das universidades e da sociedade. A única Instituição de Ensino que se manteve imune, até o momento, foi o estabelecimento de ensino militar.
O Programa Pró-defesa, concebido MD e Mangabeira, sem a participação efetiva dos militares, é um “cavalo de tróia” para infiltrar no sistema de ensino militar, e sorrateiramente passar a competência dos militares para os civis, principalmente, das áreas do conhecimento da Ciência Social e Política.
O primeiro edital da Pró-defesa foi em 2005, o segundo em 2008. O edital não resiste a uma análise crítica, onde se percebe os objetivos subliminares e sub-reptícios de tirar a competência dos militares de atuar e do pensamento sobre defesa nacional.
Paulo P Mesiano
MEDO
É o temor, a falta de tranqüilidade, também é o estado afetivo suscitado pela consciência do perigo, o desejo de evitar ou de uma apreensão em relação a algo desagradável, sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário.
O Medo está intrinsicamente ligado a nossa mente, todos nós pessoas normais temos Medo de alguma coisa, temos então medos básicos que nos atormentam principalmente pelo desconhecimento de diversos fatores que só são superados através dos Conhecimentos das causas que os geram. Podemos dizer que a maioria dos Medos que nos causam maiores danos são Hereditários e precisam ser dominados e vencidos.
A hereditariedade dos Medos é a chamada Herança Social, que consiste em terrores, superstições e crenças que passam de uma geração para outra.
A Natureza é uma Mãe cruel que permite que o mais forte domine o mais fraco, a história da evolução é uma cadeia indissolúvel de provas de crueldade e de destruição dos mais fracos pelos mais fortes, por isso os mais fracos aprendem a Temer os mais fortes e esse Medo é a Herança Física, que rege a vida de todos inclusive dos animais irracionais, mas entre os Humanos prevalece a Herança Social que engloba: o Medo da Pobreza; o Medo da Morte; o Medo da Velhice; o Medo de perder o Amor de Alguém e o mais preocupante o Medo da Critica.
Todo Ser Humano é limitado pela sua bagagem intelectual, por isso valorizamos muito a Escolaridade e para vencer o Medo da Pobreza em que os Seres Humanos exercem um Poder sobre os seus semelhantes, obrigando-os a trabalhar, a produzir em seu proveito. Na superação da Pobreza se tornam Patrões, Chefes, Tiranos impondo sua vontade acima da Lei e do que é justo; o Medo da Morte é fruto da celebre reflexão filosófica de onde vim para onde vou, não raro, os Seres Humanos se tornam hipocondríacos, com uma focalização compulsiva do pensamento sobre sua saúde; o Medo da Velhice se centra na circunstância de que a Velhice é sinônimo de pobreza e que a velhice significa ser um alienado mental, o maior pavor é ser acometido do Mal de Alzheimer; o Medo de perder o Amor de Alguém é o que enche os Juizados de Divórcios, de Crimes Passionais e de outras formas cruéis de Vingança, sem dúvida alguma é o resquício social do tempo que o Sedutor forçava ao invés de persuadir e por último o Medo da Critica que se traduz por um pensamento “o que vão dizer de mim” segundo Kant é o questionamento empreendido pela razão a respeito de seus próprios limites, princípios, e pretensões cognitivas, para superar esse Medo o da Critica precisamos ordenar os nossos conhecimentos, num processo de percepção de memória e de raciocínio identificando o nosso Saber. Podemos sintetizar todos esses Medos na Ignorância e a única arma eficaz contra é o Conhecimento Organizado ou seja o Estudo, mas temos que escoimar os usos e costumes desagregadores que agasalham as Crenças e Superstições que chegam através da Herança Social, mas podemos e devemos Evoluir que é a transformação organizada, na qual nenhum milagre lhe é atribuída, forçando a mente num processo de transformação que vamos identificar, dominar e superar os Medos, o Ser Humano Poderoso nada teme, e o Poder duradouro jamais nasce do Medo, qualquer Poder que tenha o Medo por base está fadado a se desintegrar e nunca, jamais se conquista o Poder calcado no Medo de outrem. Por isso a Estratégia dos adversários de atacar as Instituições de Ensino com as suas Idéias é não só adequada, como aceitável e com a abertura que o MD vem dando a Professores de Esquerda que sob o beneplácito das altas autoridades das FFAA vai se tornar exeqüível.
Paulo P Mesiano
Políticos & Militares
Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Refº
Todos que moram nas cidades, que vivem, trabalham, estudam, e se divertem são Políticos e também são Policia, e a isso não escapam os Militares, que desde descobrimento do Brasil, pelo Fidalgo Pedro Álvares Cabral, Militar da Ordem de Cristo, que os Oficias Navais, os Guerreiros, tem essa dicotomia derivada de Polis, que significa cidade e de Politea que significava governo ou administração. Em latim Politia, englobou no vernáculo a dicotomia Política & Policia, cujos participantes geraram a adjetivação militar. Os moradores das Cidades encarregaram a sua administração aos Políticos e atribuíam aos que militavam, na administração, os Militares, a sua fiscalização.
Político e Militar são atividades publicas, complementares, originadas na dicotomia Política & Policia que não podem e não devem ser desassociadas.
Por serem garantes do Estado, é que os Militares, atuais, devem fiscalizar a Administração e têm como atribuição constitucional, a garantia dos Poderes, da Lei e da Ordem [art.142-CF/88].
Nas sociedades, mínimas e simples, da antiguidade, os seres humanos buscavam as respostas nas Entidades Sobrenaturais, surgiam os Mitos, que para eles estavam ligados a vontade dos Deuses.
Os Mitos englobavam tudo, do nascimento a morte, nada era natural, tudo era sagrado e independia da vontade dos seres humanos.
Os Lideres, sacralizavam quais ritos, leis, princípios normativos, que aquelas sociedades deviam acatar, se quisessem estar com a vontade dos Deuses. Era um determinismo trágico, pessimista, em que os seres humanos, não tinham controle sobre o seu próprio destino, tudo era determinado pelos Deuses e pela Mitologia.
Com o passar do tempo as sociedades se desenvolveram, tornaram-se mais complexas, conquistaram os mares, expandiram o comércio e em contato com outras sociedades passaram a ver a realidade de outras formas. Constataram então que os Mitos já não explicavam satisfatoriamente a realidade, fazendo com que se perdesse o respeito aos Deuses. Nasceram os conflitos, para os quais os Deuses não apresentavam soluções.
Surgiram as primeiras leis, regulamentando as relações entre os seres humanos, nas aglomerações, nas cidades, nos Estados e deu-se o inicio da substituição, das leis divinas pelas leis dos homens.
Surgia a Polis, a cidade dos homens em oposição aos Oráculos e Templos, a cidade dos Deuses. Com a Polis veio a racionalidade, os homens foram dominando os Deuses e falando por Eles, através de leis, convencionados pelos Sacerdotes, em apoio as ações dos Governantes, debatendo na Praça Publica, no centro do poder, no centro do comércio, na ágora, os vaticínios, os augures, presságios e profecias.
A Ágora, era na Polis a praça do mercado e onde se reuniam as assembléias do povo, não confundir com locução latina da hac hora, que significava nesta hora, neste instante.
O poder do mando passou de quem falava com os Deuses para quem detinha a Força, representada pelas armas, que foi superada por quem possuía o Domínio da Palavra, aqueles que sabiam fazer Política.
Nascia, a preeminência da palavra, sobre todos os instrumentos de poder, o instrumento por excelência, a chave da autoridade, o meio de comando e de domínio sobre outrem. Na Polis a publicidade das manifestações, mais importantes da vida social, se incorporavam, na cultura comum, aos conhecimentos, aos valores, as técnicas mentais, levadas a Praça Publica, sujeitas a critica e à controvérsia. Os postulados políticos mais importantes, existentes até hoje, o da “ampla defesa e do contraditório”, da “discussão”, da “argumentação”, das “interpretações”, das diversas oposições, que garantiam o poder, e que saiam do recesso das tradições e dos Mitos, arraigados no trato Familiar.
Eram manifestações, das regras dum jogo intelectual, que se tornou o âmago dos debates, institui-se o jogo político peleado pelos bafejados, pelo dom da palavra, e da oratória, sob atenção dos Militares, que mantinham as Leis e a Ordem.
Atenas se transformou no grande centro da cultura, deu liberdade aos matemáticos, arquitetos, artistas e pensadores, de expor suas idéias. Entre os pensadores existiam os Sofistas “Professores de Oratória” que os Políticos Atenienses se valiam para aprender a defender suas idéias.
Os Sofistas ensinavam a sabedoria e a habilidade da linguagem, desenvolveram a retórica, a eloqüência e a gramática.
Os Sofistas, como todos os Pensadores, procuravam comunicar algo que tivesse sentido e utilidade para a vida, ensinavam a sabedoria prática, transmitiam o conhecimento da arte de governar, tanto no Estado, como na Administração Familiar, ensinavam Política, Publica e Privada.
Os Sofismas eram as sutilezas dos Sofistas, os argumentos, os silogismos, a base da Lógica. Ao se deduzir de duas proposições, uma terceira, tínhamos a conclusão.
Os ensinamentos dos Sofistas embasaram a democracia da Cidade-Estado, e as duvidas e certezas políticas, determinaram crises, e no instante que os homens se enfrentaram, questionando e buscando novas respostas para as crises, estavam em pleno exercício da cidadania, ou seja, estavam fazendo Política.
Vários foram os motivos da decadência da democracia nas Cidades-Estado tais como:
• Superficialidade do discurso sofistica;
• Relatividade, como condição do exercício político;
• Construção de um Saber, fundamentado no empirismo de opinião;
• Participação de herdeiros oligarcas patrimoniais;
• Interferência na oligarquia, democrática, pela oligarquia, militar.
• Derrota imposta aos civis pelos militares.
A Oligarquia era o Governo de poucas pessoas, preponderando uma facção ou uma classe, sobre a direção e administração dos negócios públicos.
Foi nesse contexto que se sobressaiu SOCRATES [469-399aC] o seu pensamento não teve grande relevo para a Política, o seu legado, mais importante foi ter preparado PLATÃO [427-347 aC] que foi o primeiro a estudar a Política sob um enfoque cientifico.
Platão percebeu que a Polis estava contaminada e procurou curá-la do mal, através da Racionalidade. Desenvolveu o seu pensamento na concepção duma forma ideal de Governo, publicando na sua obra A Republica, que a educação era base da vida social e era tão importante que deveria ser uma atividade estatal, para que cada um desenvolvesse suas aptidões e chegasse a qualificação de Filosofo e fosse habilitado para atividades Governamentais. Ele não desejava restaurar nenhum sistema político, Ele achava que os sistemas deveriam funcionar bem, que para Ele significava ser justo, e as forma de governo perfeitas, seriam baseadas na Racionalidade O seu projeto político fracassou no nascedouro, porque Ele não imaginou de que os Filósofos, que dominavam a Razão, fossem capazes de cometer injustiças.
O mais erudito e sábio dos Filósofos, foi Aristóteles [384-322 aC]. Que intentou aproximar a Política do Exercício da Ética, a restaurar a moral política conspurcada pela Sofistica. Na sua obra A Política expressou que os grandes objetivos dos Homens eram ser, felizes desenvolvendo suas aptidões unidos, constituindo e mantendo a Polis que era uma atividade que aconteceria normalmente. A Polis os fez um Animal Político, onde o interesse coletivo era mais importante que o interesse privado, ou particular.
…fica evidente que a Cidade participa das coisas da natureza, que o homem é um animal político, que deve viver em sociedade, e o que não se associa é segundo Homero um sem família, sem lar, sem leis…
Aristóteles foi discípulo de Platão e viu a civilização Grega, ruir ante Alexandre Magno, seguiu-se a Civilização Romana, de imensurável importância para as Sociedades atuais, com as suas instituições e teorias Políticas, que levaram a humanidade a Idade Média, onde a Política continuou a evoluir com a adoção do Estado Feudal.
A característica primordial da Política Feudal é que no Feudalismo era enfatizada a Reclusão e a Auto-suficiência dos Feudos. Havia uma grande insegurança, devido as ameaças de invasões e saques dos Bárbaros [Godos, Vândalos, Hunos, Francos etc] e as pessoas, os camponeses, buscavam se defender com os muros feudais, respaldando o trabalho, que era predominantemente agrícola, na Política Feudal a terra tinha um valor muito alto, era fator de prestigio econômico e social e determinante do Poder Político.
A estrutura do Sistema Feudal era opressora e os Camponeses eram manipulados pela Igreja que com a cobrança do Dizimo, da doação de terras e de jogadas Políticas. A Igreja era o maior e o mais poderoso Senhor Feudal, controlava todas as produções teóricas, filosóficas e cientifica daquele tempo. Publicava o que lhe convinha e excomungava, julgava e queimava no fogo do Inferno os Pensadores de que dela divergiam.
Para utilizar a terra, os Camponeses pagavam ao Senhor Feudal com parte da sua produção, alem de cultivar as terras ainda prestavam Serviços Militares.
Santo Agostinho [354-430] afirmava que a cidade humana era imperfeita e que os que viviam em conformidade, com a política da Igreja, habitariam após a morte a Cidade de Deus, onde tudo era justo e perfeito.
São Thomas Morus [1477-1535] em 1516, escreveu a Utopia com um modelo de sociedade onde na sua Política, de justiça e igualdade estava de acordo com a Igreja e com a “Santa Fé Católica”.
Com as Cruzadas, iniciou-se um grande movimento de Camponeses para o Oriente, renascia uma lenta e progressiva atividade comercial, esses comerciantes, enriqueceram e quebraram alguns privilégios Políticos dos Senhores Feudais e com a expansão das atividades enfraqueceram a Política dos Senhores Feudais com as alianças com os Reis.
Artistas e Pensadores resgataram os valores estéticos da Antiguidade afastando-se da visão Teocêntrica defendida pela Igreja, buscando novas formas de conhecimento, despojando-se dos dogmas e da escolástica, caracterizados pela relação Fé x Razão, começou assim uma nova Ciência, independente da Dogmática Cristã que chegou ao século XIX o que foi denominado a Ciência Moderna.
Um dos mais importantes dos pensadores Político foi Nicoló Maquiavel [1469-1527], o pioneiro em separar a Política da Moral.
Na sua obra rejeitou o idealismo e rompeu com a velha moral católica, enquanto os pensadores que o antecederam traçavam a linha dum Estado Ideal, Maquiavel dizia como o Estado deveria ser. Desenvolveu a teoria de como o Estado era de fato, se baseou na história, na biografia dos grandes homens e na psicologia. Procurou entender como este se comportou, constatando que eles foram ingratos, volúveis, simuladores, covardes, ávidos pelo lucro e gananciosos. Cognominou o Governante de O Príncipe instruindo que quem quisesse comandar o Estado, tinha que ter duas qualidades Força e Inteligência.
Para manter a Ordem preconizava que cada situação determinaria o que seria certo ou errado, o que seria moral ou imoral, o que era bom ou mal, que cada caso era um caso, estabeleceu a Política da Moral de Circunstância em flagrante antagonismo com a velha moral católica. A Igreja, no afã de conspurcar a sua imagem, outorgou uma importância e disseminou suas idéias, dando origem ao termo maquiavélico que passou a qualificar pessoas malevolentes, astutas, e impiedosas.
Maquiavel imaginava as seguintes situações: anarquia – a negação da autoridade, principado – instituição da autoridade, republica – a organização política esses postulados no estudo da Política o fez, o pai da Ciência Política
As familias cresceram, formando os agrupamentos, dando origem as vilas, que ao se desenvolverem originaram as cidades. As Familias se iniciaram com um casal, o proeminente, assumiu o comando do agrupamento, e a ser chamado de Prefeito, [Praefectu – o posto como chefe]. No âmbito familiar, nos agrupamentos, nas vilas e nas cidades, nas regras de convivência, prevalecia a “lei do mais forte”, que não era obrigatoriamente o mais inteligente. Criava-se o Estado de Natureza que se caracterizava pela insegurança, pela incerteza, e pelo medo. Ao se instituir a segurança e a paz social, os indivíduos se reuniram e celebraram um Contrato Social, instituindo o Contratualismo, onde todos abriram mão de sua liberdade, transferindo-a a um Soberano que assumiu organizar a sociedade e manter a paz social, solucionando conflitos, diminuindo as desigualdades.
Esse pacto Social especificava qual o projeto Político, com as suas devidas conseqüências. Três Pensadores Políticos se sobressaíram, Thomas Hobbes [1588-1679], John Locke [1632-1704] e Jean-Jaques Rousseau [1712-1778].
Para Thomas Hobbes o Homem era naturalmente mau, mesquinho, egoísta, com o objetivo maior de obter vantagens sobre os outros. Vivendo a humanidade no Estado da Natureza tendia a viver eternamente em conflito, guerras e disputas. O pacto social que defendia, transferia ao Soberano plenos poderes para organizar a sociedade, dirimir conflitos e impor decisões, era o Absolutismo, onde o Soberano podia se necessário, matar, mentir, não manter a palavra empenhada, sem dever quaisquer satisfações a quem quer que fosse.
John Locke desenvolveu o pensamento e aparentemente não teve grande importância, representou o ideal político e econômico da burguesia, o seu Contratualismo preconizava um pacto social da proteção da propriedade privada pelo Estado, que cabia proteger a propriedade privada, a ordem e a paz e se não o estivesse fazendo a contento seria licito desfazer o pacto, já que não cumpria com os seus objetivos.
Jean-Jaques Rousseau foi um Iluminista. O Iluminismo também chamado de Filosofia das Luzes se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio a tradição e a autoridade e pelo incentivo a liberdade de pensamento. Rousseau influenciou poetas, romancistas e contistas e seu ideal político foi determinante para a Revolução Francesa [1789], foi um contratualista, acreditava que o Homem era essencialmente bom, que vivendo no Estado de Natureza, não era capaz de fazer o mal, tudo era acessível a todos e negava as disputas interpessoais.
Declarava que tudo começou errado a partir do Estabelecimento da Propriedade Privada, são suas as palavras:
O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que tendo cercado um terreno, disse “isto é meu” e encontrou pessoas simples que acreditaram. Quantos crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores não pouparia a humanidade se aquele que arrancando as estacas ou enchendo os fossos, tivesse gritado aos seus semelhantes. “Defendei-vos de ouvir esse impostor… estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém.
Para Rousseau os homens eram bons, a sociedade é que os corrompia, queria minorar as diferenças criadas pela sociedade civil. Na sua concepção todos governariam juntos em prol do bem comum, o Estado não existia para defender interesses particulares e sim para defender a vontade geral, enfatizando que a opinião comum a todos os cidadãos é que era soberana, ao contrário de Hobbes que preconizava que o Soberano era o Rei.
Surgiu uma nova classe social, a Burguesia, infiltrou-se gradativamente na aristocracia e passou a dominar a vida política, econômica e social. A Burguesia acumulou Capital e Poder levando a derrocada a ordem social reinante, com a explicação dos fenômenos naturais e sociais defendidos pela Igreja que perdeu a credibilidade suscitando aos homens buscar conhecimentos puramente racionais.
Com a cisão de Martinho Lutero, a Igreja Católica perdeu parte de seu poder e a Revolução Industrial, trouxe o êxodo rural, a miséria, a fome, a criminalidade, a prostituição, a violência e a corrupção.
Num período de oitenta anos, entre 1870 e 1860, a Inglaterra mudou a sua fisionomia dum país rural, com uma pequena população, dispersa em pequenas cidades, para umas poucas grandes cidades onde se concentrou suas Indústrias. Passou a espalhar para o mundo os seus produtos, tentando impor a sua Pax e com modificações de ordem social que trouxeram novas realidades para o Homem.
Auguste Comte [1798-1857] visualizou o que as Ciências não conseguiam explicar o que vinham ocorrendo nas Sociedades. Dos seus estudos sociais, aos sistematizá-los e estabelecer as regras que os regiam criou a Sociologia.
A crise que tentou contornar punha de lado um Regime Feudal em franca decadência que se apoiava na Teologia-Militar, surgia uma nova lógica, a Cientifica-Industrial, e o mundo, restrito a Europa, estava em crise, devido a essa coexistência e só foi solucionada quando o Regime Feudal foi eliminado pela Ciência.
Comte imaginou três estágios que denominou da Lei dos três Estados;
• O Teológico- que buscava as explicações através da mitologia ou da religião;
• O Metafisico- que buscava o sentido de algo em uma energia abstrata, inerente e exterior a esse objeto; e
• O Positivo- que deixaria de se preocupar com a origem dos fenômenos, limitando-se a qualificá-los e quantificá-los, estabelecendo conceitos gerais a respeito.
Os três estágios mostravam um desenvolvimento, o Teológico seria o ponto de
partida necessário a inteligência humana evoluindo para chegar ao Positivismo o estagio definitivo. O Positivismo determinava… o que foi…o que é…e o que será, gerou o Determinismo em que toda a humanidade está condicionada aos fenômenos que precedem e acompanham e condicionam com o mesmo rigor os que lhe sucedem. O Determinismo se antagoniza com o Fatalismo que aceita que o curso dos acontecimentos está previamente fixado e nada poderá alterá-lo. Comte acreditava no caráter redentor da Ciência e que através dela a Humanidade teria acesso a cura de todos os males, de todos os problemas e de todos os desvios.
Karl Marx [1818-1883] que estabeleceu que a Sociedade estivesse dividida em duas Classes Sociais, o Proletariado formada por assalariados, cuja definição foi buscar na Roma antiga em que ser proletário significava cidadão pobre que gerava recursos com a prole, e a Burguesia aqueles que geravam os seus recursos assalariando os proletários, Marx denominou o Proletariado de Trabalho e a Burguesia de Capital. Admirava o Capital por ter provocado a substituição da produção feudal pela capitalista, por ter destituído os proprietários de terras de seus dominadores exclusivos, do Poder Político/Econômico, mas vaticinou a destruição do Capital pelo Trabalho e criou a base do Comunismo, o regime político baseado na propriedade coletiva e pela existência dum Partido único, dominante do Governo e do Estado. Com o pluripartidarismo, o Comunismo evoluiu para o Socialismo que defende a substituição da livre iniciativa pela ação coordenada da sociedade na produção de bens e na repartição de renda.
A intenção desse modesto trabalho em que temas tão profundos e complexos foram
tratados na superficialidade, de poucas linhas, é de mostrar que devemos ter mais respeito por Política e quando falamos assim não estamos nos referindo a arte de Dirigir, Gerenciar, Comandar e de Dialogar, visando o bem comum da sociedade, é uma tentativa de se diferenciar Teoria Política, de Ciência Política e de Filosofia Política e chamar atenção que o nosso contrato, ou pacto social, é a Constituição Federal, em vigor que foi promulgada em outubro de 1988 e que ressalta: que o País é um Estado Democrático de Direito, que tem como fundamentos a Soberania, a Cidadania, a Dignidade da Pessoa Humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Dentro desse contexto é que devemos ver a Política Nacional e esbarramos então nessa fobia, esse medo mórbido dos Militares em falar de Política, que pode e deve ser estudada em todos os níveis de formação e aperfeiçoamento a que são submetidos os Militares, se assim o fosse não permitiriam que lhes fosse assacada uma terrível aleivosia, quebrando os princípios sacros e apanágio dos Militares que são a hierarquia e a disciplina. A Honra e a Dignidade, a Honra exacerbada no ancien regime se prendia as desigualdades, e se prende sem duvida alguma a Hierarquia, numa ordenação da autoridade em vários níveis, a Política Pecuniária desenvolvida pelo Governo, com o achatamento e redução salarial e com a campanha subliminar das Forças Armadas serem desnecessárias num país continental, absurdamente chamado de pacifico, mas que denota a subserviência dos seus dirigentes afeta diretamente a Honra e o pundonor Militar, e com a sua degradação temos a quebra da disciplina, a desmotivação, a corrupção e a procura de “bicos” remunerados fora das OMs- [organizações militares], para complementar a remuneração que lhes proporcione uma qualidade de vida digna. A Dignidade idéia de igualdade de todos os cidadãos é um determinante das democracias, é a igualdade nos direitos individuais e se muda na percepção da moralidade, é a identidade própria numa diafora na repetição da honra com sentido diferenciado. O reconhecimento da dignidade é dialógico não pode ser monológico, não pode ser a declaração unilateral de que os Militares são dignos, tem que haver o reconhecimento de toda a sociedade e isso inclui o Governo de que os Militares são dignos e como tal devem ser respeitados.
O não reconhecimento da dignidade é um insulto moral e não se pode aceitar a
dicotomia em que os Militares aparecem como Inimigos da Sociedade, nesse sistema burocrático-racional em que questões pessoais emergem prejudicando a honra e a dignidade de toda uma classe que é cidadã para todos os efeitos políticos, o que precisamos é que eles sejam reconhecidos e que tenham consideração e rigor na aplicação das leis. Os militares não são piores nem melhores que os civis, são apenas diferentes e os usos e costumes do país favorecem, e são pertinentes, como disse Ruy Barbosa a igualdade dos desiguais.
Os conceitos filosóficos emitidos foram absorvidos pelas explanações do emérito Professor Francisco Martins de Souza, inicialmente no Curso de Humanidades e complementado no Curso sobre o Pensamento Brasileiro, ambos os Cursos sob a égide do Departamento Cultural do Clube de Aeronáutica, e a conclusão que chegamos é que o Pensamento Brasileiro é mais que o conjunto de idéias do povo brasileiro ou de uma época delimitada por um Governo, mesmo escolhido democraticamente por esse mesmo povo que delega a ele o exercício de Poderes, sem contudo perder de vista a sua Soberania Nacional e o Exercício da sua Cidadania, esse Pensamento Brasileiro reflete na mente de todos o que se convencionou de se chamar de BRASILIDADE, sentimento único e coerente em todos que tem suas raízes e que nasce nesse País Continente em que a virtude primordial, independente do nível Sociocultural é o de ser Brasileiro.
Rio de Janeiro, RJ 8/7/2010
Paulo de Paula Mesiano
CMG Refº AvN
Soberania com Dignidade
Os Constituintes de 1987 ao prolatarem em 8 de outubro de 1988 a Constituição da Republica Federativa do Brasil resolveram instituir um Estado Democrático de Direito tendo como primeiro fundamento a Soberania, que entre outros valores se funda na Dignidade da Pessoa Humana, no Cidadão, mais precisamente na Cidadania que é o ideário de uma vida digna e saudável a todos os Brasileiros e daqueles que voluntariamente resolveram viver no nosso país.
Não podemos falar em soberania sem nos referirmos a Território, essa grande extensão de terra, mas que se estende alem da parte terrestre, a Soberania se estende ao nosso mar territorial, a zona contigua e a zona econômica exclusiva, a plataforma continental, ao solo e o subsolo dessa plataforma, um patrimônio indisputável, é esse mar imenso que nos pertence e que tem uma superfície comparável a da Amazônia que o Comandante da Marinha num esforço de Marketing comparou a Amazônia, a maior Selva Tropical do Planeta, e para diferenciá-la a chamou de Amazônia Azul, a cor dos mares e também a uma alusão a nossa Marinha, denominada pela Marinha Americana (US Navy) de Marinha de Águas Azuis (Blue Water Navy), devido a sua capacidade, competência , profissionalismo naval-marinheiro, em todos os setores de uso do mar, quer belicamente, quer cientificamente e agora com essa ficção de marketing administrativamente. Temos também a Amazônia legal, chamemo-la de Amazônia Verde, que os poetas já chamaram de “Bosque dos Sonhos” onde a Marinha também se faz presente, desde do tempo do Império, preservando a Soberania Brasileira. Essa Amazônia recebe diuturnamente a atenção e tratamento prioritário, a Azul tem uma dedicação única da Marinha, anteriormente chegou a ser contestada pela França que queria avançar nas nossas reservas de Lagostas, episodio solvido diplomaticamente sem haver necessidade de confronto bélico mas que ficou tachado como a “Guerra da Lagosta” acresce-se hoje o fato de que mais de 80% da extração do nosso Petróleo, ser proveniente do Subsolo Marinho, da Plataforma Continental. Com a descoberta de petróleo e gás na chamada camada do Pré-Sal a cobiça internacional ainda não manifestada deve ter sido aumentada, incitando a consciência dos direitos, obrigações e deveres da Marinha, é a responsabilidade alicerçada pela Mentalidade Marítima como também a secular vocação da maritimidade brasileira, pois a vida, o uso, a exploração, a proteção ambiental do próprio mar como daqueles que dele se utilizam, a Marinha gerencia através de uma Comissão Interministerial de Recursos do Mar – CIRM, cujo Coordenador é o Comandante da Marinha e que tem em sua organização uma Secretaria, a Secretaria SECIRM, pois esse Mar que nos pertence não é exclusivo da Marinha é do Brasil e todos são responsáveis por Ele, cabendo a Marinha alem dos desígnios oriundos da SECIRM a sua Defesa devidamente aparelhada e armada para que se cumpra a determinação Constitucional de que a Dignidade e a Soberania fundamentos da Lei Maior faça que essa ficção de marketing, a Amazônia Azul, venha ser realmente o “Mar que nos pertence.”
Rio de Janeiro, RJ, em 25 de julho de 2010.
Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Refº
Um único Homem gritando.
Faz muito mais barulho
que cem mil que estão calados
San Martin
Síndrome de Estocolmo
É do conhecimento de todos que o Presidente da Republica, teve retirado do seu convívio político, os Ministros Militares.
Os cargos de Ministros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foram extintos por FHC, ao criar o Ministério da Defesa.
Essa extinção tem um alcance muito maior, é duma grandeza que nenhuma autoridade Civil ou Militar ainda não avaliou corretamente, até hoje.
Esse Ato Jurídico Perfeito tornou reclusos, em suas corporações os Militares, em serviço ativo.
Por sua vez os da Reserva/Reformados ficaram a “matroca” com uma séria acefalia, perdidos no espaço e no tempo sem nenhuma subordinação existente, efetiva, eficaz decorrente da ausência total de uma Liderança Política Militar.
Os Militares que atuavam no 1º Escalão Governamental como Ministros, que acumulavam a Liderança Política com o Comando de suas Forças eram os auxiliares diretos do Supremo Mandatário, da Nação, compondo o que antigamente se chamava do Gabinete.
Passaram ao 2º Escalão decisório, a ser meros cumpridores de ordens, lógico de forma disciplinada, respeitando a hierarquia, cumprindo as obrigações constitucionais, de respeito à Lei e a Ordem.
Imediatamente tiveram restrito o acesso ao Presidente da Republica, sendo posicionados como os mercenários medievais, em que não tomavam conhecimento da política do seu Senhor, se preocupando única e exclusivamente com as suas soldadas.
Nesta Republica Sindicalista, oficiosa, mas atuante, o Presidente, alem de ser o Chefe do Poder Executivo também é o Presidente de Honra, efetivo e não decorativo como se pode pensar do Partido dos Trabalhadores-PT, sendo centro de decisões políticas, unilateral, apesar de declarar que nada sabe que não lhe contam nada, é um “ghost policy’s comander” como se fora um Ditador, dissimulado e oculto.
Com a extinção dos Ministros Militares, aflorou a figura do Ministro da Defesa, um Civil, cuja motivação é de ser o Sindico do condomínio, que FHC transformou as Forças Armadas. Seria um Coordenador, mas é um mero Intermediário, sendo um Ministro da escolha e cota do Presidente da Republica, não representa os Militares, é um simples coator que representa ante os Militares, o Presidente da Republica. .
Se o Ministro da Defesa não agir com a coatividade do agrado, do Presidente, será exonerado, pois seu cargo é ad nutum, revogável a qualquer tempo, por única e exclusiva vontade, de quem o nomeou, o Presidente.
É um funcionário publico não estável, têm comportamento fanfarrão, conciliando os anseios dos militares, com promessas vãs, sem significação real, de discursos e promessas sem força legal, que sabe que não serão cumpridas.
Engana a cúpula das Forças (des) Armadas, anestesiadas, com o aceno de generosos cargos, no exterior, cuja remuneração contrasta com a escassa remuneração dos Militares, da Tropa, dos Oficiais e das Praças, empurrando com a “barriga” a decisão do Presidente de não conceder um reajuste, que é previsto na Constituição (artigo 37, inciso X) que deveria ser automático e é mendigado.
As Forças Armadas num total desalento vêem a sua elite, de Cadetes, de Aspirantes e de Guardas Marinhas, abandonarem as carreiras nas suas Forças para concorrer a empregos públicos, bem mais remunerados, onde começa ganhando o que os Militares estão a ganhar no final da carreira, com 30 e/ou 35 anos de Tempo de Serviço.
Não custa lembrar que o Marechal Deodoro, doente, febril, tanto que nem de botas estava, quando lhe deram o cavalo baio, do Alferes Barbosa Junior, que entrou para história por ter emprestado a sua montaria, ao velho soldado para esse assumir o Comando da Tropa, formada no Campo de Santana, e a Proclamar a Republica, pensando que estava derrubando o Gabinete de Ouro Preto, então 1º Ministro do Governo Imperial de D.Pedro Segundo.
O velho Marechal, engabelado deu um brado pálido e tênue de “Viva o Imperador”, que ninguém ouviu, mas que a “claque” aqueles espectadores aliciados pelos republicanos positivistas, aplaudiram freneticamente. Estava proclamada a Republica ante uma tropa perplexa e desinteressada.
O povo, apesar de descrente da Monarquia, não tinha a menor crença nos republicanos positivistas, que não tinham nenhuma penetração popular, o Governo do Império havia perdido suas bases econômicas, militares e sociais estava destroçado.
Os revoltosos ocuparam o Quartel-General do Rio de Janeiro e o Ministério da Guerra
Depuseram o Ministério e prenderam o Visconde de Ouro Preto (Afonso Celso de Assis Figueiredo), o Imperador, Dom Pedro II, estava em Petrópolis, e pensava que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério, tentou reogarnizar outro Gabinete com Conselheiro José Antônio Saraiva, e só se convenceu que não era mais Imperador, quando recebeu do Major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro, o comunicado da sua deposição, cientificando-o da Proclamação da Republica e solicitando a sua partida para o exílio no estrangeiro.
Da mesma forma que o velho Marechal estava com a saúde minada, temos agora os Comandantes das Forças, com alterações psicológicas, imprensados que estão entre a Lealdade que devem ao Presidente que os escollheu e as Forças que os acolheram ainda jovens e os alçaram até os píncaros das carreiras, outorgando-lhes as almejadas quatro estrelas e o Comando da sua Força.
Carreiras estóicas, que Zenão de Cicio caracterizava pela ética, que via a impertubalidade, e a estirpação de paixões com resignação, diante do Sofrimento e do Infortúnio, estressados com estímulos da excitação emocional perturbando a homeostasia, disparando a secreção de adrenalina com conseqüências sistêmicas.
Os Comandantes das Forças tem sido incompreendidos, estão com a Síndrome de Estocolmo, o que é confundido com o sabujo apego aos cargos.
A síndrome é o conjunto de sinais que numa situação critica despertam Insegurança e Medo
A Síndrome de Estocolmo, é uma deficiência mental, em que há um sentimento de simpatia entre os reclusos, por motivos políticos e seus algozes, tendo ficado conhecida no Seqüestro de Patrícia Hearst, em que após alguns dias ela se apaixonou pelo Líder do seu seqüestro tendo participado até de ações de expropriação de bancos com o grupo daqueles que a seqüestraram.
Os Chefes que deveriam estar à testa de suas corporações na interface com o Governo se posicionam nas hostes governamentais, como não pertencessem mais as Forças Armadas, tiveram acesso ao Olimpo, dos Deuses que administram o país e gostaram.
O desenvolvimento dessa Síndrome passou que nem um “huricane” pela vida dos militares, durante os oito anos do (des) Governo de FHC e continua com o mesmo gosto de “fel”, com o ódio, com rancor, com a aversão aos militares, plantado por FHC e pelos Petistas.
Há que se recuperar esses militares dessa moléstia, sem molestá-los, usando da persuasão, com o uso dessa arma fantástica que é a mente, para isso precisamos dum Líder Político, não há a menor duvida de que dessa plêiade de Oficiais Generais da Reserva/Reformados um há de aceitar a Liderança Política dos Militares da Reserva/Reformados, que não agüentam mais ficar calados assistindo o País de acordo com os princípios Gramscista ir inexoravelmente a caminho da Comunização, com a Oficialização da Republica Sindicalista, com a supervisão do Foro de São Paulo, aceitando as injunções que o Presidente assimila dessa loucura encabeçada por Hugo Chavez que é a Republica Socialista Bolivariana, onde vamos nos atolar como a “vaca que vai para o brejo e lá fica atolada imobilizada a disposição da sanha do Comunismo Internacional.