Diante do Decreto sobre o Programa de Direitos Humanos, cortina de fumaça a nos cegar para a essência do discurso lá contido, peço que esqueçamos a trincheira defensiva, na qual justificamos a Lei de Anistia, e, realmente, defendamos a Livre Iniciativa, O direito de Ir e Vir, O Direito de Pensar e Falar, O direito de Propriedade, A Liberdade de Imprensa, O Papel do Legislativo, O Papel do Judiciário, o que verdadeiramente representa um Chefe de Estado e um Chefe de Governo. Defender apenas a Constituição é muito vago diante do referido Decreto.
Não se trata de direita, de esquerda, de socialismo ou de neo-liberalismo. Trata-se de DEMOCRACIA sob qualquer ótica político ideológica, ou mesmo econômico-financeira.
Nós militares já fomos um dia defensores de PRINCÍPIOS. Hoje, estamos acuados diante do absurdo de sermos considerados DITADORES em potencial pela facção política que nos governa.
Paremos de nomear fulano, ou beltrano, de ser de esquerda, socialista, ou neo-liberal!
Comecemos a verbalizar nossa defesa aos PRINCÍPIOS que regem nossa alma desde sempre!
Desde o Império com Caxias e com Deodoro, fundador da República.
Tacarijú





Últimas bolivarianas!
EVO MORALES , reeleito presidente da Bolívia, determinou a prisão de Manfred Villas, ex-oficial do Exército, ex-governador de Cochabamba e seu adversário mais próximo, com uns 20% de votos. Reyes já não estaria no país.
Em 1º de janeiro, foram presos três chefes de polícia e destituídos os diretores de Inteligência e da Interpol. Nesse mesmo dia, Morales informou que as decisões da justiça indígena serão inapeláveis. O projeto de lei, preparado pelo Ministério da Justiça, diz que “as decisões da jurisdição indígena são de cumprimento obrigatório, têm o caráter de coisa julgada e não poderão ser revistas”. A base é a Constituição aprovada em fevereiro de 2009. A justiça indígena só existe por tradição oral. Os juristas consideraram esse ato uma aberração jurídica.
Daniel Ortega, num pacto antigo com o ex-presidente (na época em prisão domiciliar), mudou a Corte Suprema da Nicarágua e dividiu-a com aquele. Agora conseguiu que essa corte anulasse dispositivo constitucional que proibia a reeleição. A oposição não reconhece a decisão. No dia 3 de janeiro, a imprensa destacou a ausência do presidente Ortega há 18 dias. Em seu último ato, orientou o Exército a ter calma nas operações contra o narcotráfico na comunidade indígena de Walpa Siksa, corredor para o Caribe. A ausência de Ortega não admira ninguém, pois é sua esposa, Rosário Murillo, que governa de fato.
Rafael Correa, presidente do Equador, abriu o ano denunciando uma suposta conspiração “na qual estão envolvidos certos elementos das FFAAs vinculados aos Gutiérres”, líderes do Partido Sociedade Patriótica -PSP. E chamou ao apoio popular para defender o regime. Correa disse que, a partir deste mês, começarão uma série de protestos da União dos Educadores e da Confederação de Nacionalidades -Conaie. “Nós não temos oposição, mas obstrução, conspiração e desestabilização, mas lhes temos dado com a pedra nos dentes, porque o Equador profundo está contente”, disse.
Chamou o Movimento Popular Democrático (MPD) de partido franco-atirador. Questionou a Conaie, dizendo que essa organização indígena “sempre se presta para os jogos da direita”.
Chávez fechou o ano apresentando os equipamentos militares que comprou da Rússia. Disse que está pronto para a guerra. Formalizou as Milícias Bolivarianas como vetor das FFAAs. Lugo, presidente do Paraguai, contido pelo Parlamento, conseguiu a anulação dos atos de 2007 de destituição de dois ex-ministros da Corte Suprema. O Senado não reconheceu. Novos filhos do ex-bispo continuam a aparecer -e fala-se em 17. E, por aqui, espera-se que o decreto atropelando a Lei de Anistia seja apenas mais uma trapalhada.
Prezado amigo Moderno
Bem sei que você tem razão quanto ao que se passa ao nosso redor. Bem sei que esta “onda” aproxíma-se de nós.
Contudo, gostaria de chamar a atenção para o fato de que, nem sempre, os acontecimentos reais são vistos pelo mesmo prisma por todas as facções, que representam o pensamento brasileiro. É preciso escapar da ambiguidade e da ambivalência que se pretende impor ao espírito dos militares.
Antes de sermos defensores de uma posição político-ideológica, antes de sermos defensores de nossa integridade territorial, devemos ser uma ESPERANÇA DE LIBERDADE.
Foi nesse sentido que falei em abandonar a trincheira defensiva da Lei de Anistia e começarmos a sustentar pincípios de conduta direcionados à Liberdade e ao Direito.
O que os senhores “donos” de nossos vizinhos fazem é subtrair a Liberdade e o Direito de seus nacionais, não importando se são de esquerda, bolivarianos, stalinistas, ideologicamente marxistas, ou mesmo facistas disfarçados. Eles não são ameaça direta, mas são inspiração a ser desconstruída. Isso, você faz muito bem.
Para sair da tricheira defensiva, é preciso coragem e convicção de que se fez o que podia ser feito entre 1961 e 1979; é preciso apostar na estrutura jurídica e justificar sua integridade; é preciso apostar na liberdade de imprensa e da mídia em geral, a fim de desvelar realidades escondidas; é preciso apostar no sentido amplo do termo “propriedade privada”, fundamento inicial a sustentar a LIBERDADE do sujeito em todos os sentidos; é preciso apostar no fundamento de nossa herança judaico-cristã trazida pelos nossos “avós” portugueses.
Não se trata de estar certo, ou errado, mas de se escapar de cercos, traições e mentiras sobre os militares. Não se trata de defender a revolução de 64, que foi mais uma reação dentre muitas outras ocorridas no passado. Trata-se de tomar a iniciativa pela garantia dos PRINCÍPIOS já comentados.
Muitas vezes, defendemos uma posição e ofuscamos o sentido da defesa. Se não bradarmos o que significa LIBERDADE em todos os sentidos, não teremos uma bandeira a simbolizar nossas ações. Nós militares precisamos sair da “armadilha” chamada “anos de chumbo”. Não há outro caminho senão abandonar a trincheira defensiva e avançar junto com a Igreja e a Mídia rumo aos PRINCÍPIOS que sustentam nossa herança cultural.
Não há esperança sem fé
Taca
PS: como você bem sabe, não sou católico, embora tenha sido batizado pelos meus pais. Meus filhos não são batizados, embora eu não seja ateu. Portanto, quando falo em seguir junto com a Igreja, é porque acredito na sua força e no sentido das palavras de Jesus.