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	<title>Grupo de Estudos</title>
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	<description>Pensamento Brasileiro</description>
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		<title>A Estratégia Nacional de Defesa</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 20:24:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A POLITICA DA COMPOSIÇÃO DOS EFETIVOS DAS  FORÇAS ARMADAS                
Seu  estilo não é militar, e seu viés é  ideológico
                  Desde a sua aprovação presidencial em 18 de dezembro de 2008 a Estratégia de Defesa Nacional tem sido tema permanente no noticiário nacional . Foram as diversas exposições feitas pelos; ministro da Defesa ,  Comissão de Defesa da Câmara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A POLITICA DA COMPOSIÇÃO DOS EFETIVOS DAS  FORÇAS ARMADAS <em>               </em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;"><em>Seu  estilo não é militar, e seu viés é </em><em> ideológico</em></p>
<p style="text-align: justify;">                  Desde a sua aprovação presidencial em 18 de dezembro de 2008 a Estratégia de Defesa Nacional tem sido tema permanente no noticiário nacional . Foram as diversas exposições feitas pelos; ministro da Defesa ,  Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados , os numerosos seminários organizados pelas instituições privadas, as manifestações de estudiosos no assunto em artigos publicados na imprensa e aparições na televisão. Como oportunamente ressaltado na Exposição de Motivos encaminhada ao presidente da República, os ministros signatários esclarecem que a referida END fundamenta-se em “ &#8230;três eixos estruturantes :</p>
<p><strong>1-Reorganização das Forças Armadas</strong><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/EstrategiaNacionaldeDefesa.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-350" title="EstrategiaNacionaldeDefesa" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/EstrategiaNacionaldeDefesa-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>,<br />
<strong>2-Reestruturação  da Indústria Brasileira de Defesa</strong> e<br />
<strong>3-Política de Composição dos Efetivos das Forças Armadas</strong>&#8230;<br />
” Este último , a – Política da Composição dos efetivos das Forças Armadas – será o tema do presente trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua escolha deve-se à dois motivos: o primeiro encontra-se na  inexistência de trabalhos específicos, contrastando fortemente com  apreciável freqüência dos atraentes temas dos dois outros eixos estruturantes, tais como : submarino de propulsão nuclear, defesa das plataformas marítimas de exploração de petróleo, a preferência de navios de múltiplo emprego em detrimento dos Navios Aeródromos, a defesa da região amazônica, a redistribuição da Força Terrestre pelo território nacional e a aquisição do caça de quinta geração e a retomada da indústria defesa.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo motivo reside na necessidade da adequada identificação da natureza da  <em>Política </em> empregada na à Composição dos Efetivos das Forças Armadas. Isto porque a sua redação vale-se de termos específicos  que aparentam serem originários de  uma conhecida  terminologia que  já caminhara para o desuso . </p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/3fases.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-351" title="3fases" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/3fases-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>                  Mesmo com o risco de recair em  truísmo é oportuno  registrar que qualquer Plano e, no caso o END, fundamenta sua elaboração em três  fases: identificação da situação, análise e proposta de ação. Os autores do END ao não se furtarem em  percorrê-las, conseqüentemente revelam, no caso dos militares o que pensam deles, o que pretendem alterar e a solução a ser implantada .</p>
<p style="text-align: justify;">                 A apresentação deste trabalho, para facilitar o entendimento do leitor, constará na focalização naqueles aspectos da EDN  considerados característicos e que serão denominados de DESTAQUES. Eles extraídos  , <em>ipsis litteris</em>, do texto original e acrescidos das observações pertinentes .</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE</strong> – 1  </p>
<p style="text-align: justify;">                     Natureza e âmbito da END &#8211; ( página 10 )</p>
<p style="text-align: justify;">                     “ <em>&#8230; seu propósito é zelar para que as Forças Armadas reproduzam, em sua composição, a própria Nação -para </em><em>que elas não sejam uma  parte da Nação pagas para lutar por conta em benefício de outras partes &#8230;</em><em>a Nação possa encontrar-se acima das classes sociais &#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO</em> &#8211; 1</p>
<p style="text-align: justify;">                    Auto explicativo .</p>
<p style="text-align: justify;">                    Chama atenção  a freqüência de emprego das expressões como , “ classes sociais “ .</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 2</strong>  </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Diretriz 23 – Manter o Serviço Militar Obrigatório    ( página 19 )</p>
<p style="text-align: justify;"><em>                  “ &#8230; É também instrumento para afirmar a unidade da Nação acima das divisões das  classes sociais &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                 “ &#8230; Devem as Escolas de Formação de oficiais das três forças continuarem a atrair candidatos de todas as classes sociais  &#8230;  ..</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                       É ótimo que   número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 2</em></p>
<p style="text-align: justify;">                           Os autores identificam, no seu entender,  atual disfunção desvantajosa, e para corrigí-la propõem a solução  de  incrementar o ingresso de candidatos da classe trabalhadora. Na terminologia das classe sociais, a mais comum, denomina a referida classe como proletariado . Aumentando a sua participação, provavelmente, pretendem reduzir a influência da atual situação encontrada nas Escolas Militares por julgá-las desfavorável, possivelmente considerada como a “ burguesia “. Em resumo, provavelmente, os autores pretendem aumentar a participação dos alunos oriundos do “ proletariado “ em detrimento daqueles provenientes da  “ burguesia “ .</p>
<p style="text-align: justify;">                         O repetido lugar comum de “ classes “ “ divisão das classes “ mesmo com a ausência da ilação “ luta de classe “ sugere possível viés ideológico .</p>
<p style="text-align: justify;">                        Ressalte-se que a admissão às Escolas Militares faz—se mediante concurso público e a aprovação dos candidatos é mediante a rigidez do princípio do mérito. O comparecimento às formaturas dos alunos das três escolas permite aos presentes  observação da heterogênea origem sócio-econômica de seus integrantes. A negação da realidade pode servir de fundamento para introduzir as alterações até então  julgadas não necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 3</strong>   </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;"> Marinha do Brasil : a hierarquia dos objetivos Estratégicos e Táticos – itens 1 e 2  (páginas 20 e 21 );</p>
<p style="text-align: justify;"><em>                     “ &#8230; a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto</em> &#8230;”  e</p>
<p style="text-align: justify;">                     <em>“ &#8230; a doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto tem implicações para a reconfiguração das forças navais &#8230; “ </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 3</em></p>
<p style="text-align: justify;">                     A “ &#8230;Doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto &#8230; “  constitui a aplicação da conhecida Lei de Trotsky, e da qual únicamente é diferenciada pela última palavra do seu enunciado . Eis a comparação :</p>
<p style="text-align: justify;">                     Trotsky &#8211; &#8230;” a doutrina do desenvolvimento desigual e <span style="color: #ff0000;">combinado</span> &#8230; “  e a</p>
<p style="text-align: justify;">                     EDN -     “ &#8230; a doutrina do desenvolvimento desigual e <span style="color: #0000ff;">conjunto</span> &#8230; “</p>
<p style="text-align: justify;">                    A primeira Lei do desenvolvimento desigual coube a Lênin e  seu texto não contemplava a palavra “ combinado “. Esta  seria acrescentada por Trotsky alguns anos mais tarde . Lênin e Stalin a empregavam para  explicar que o caminho da revolução dos países que se encontravam em estágio inferior de desenvolvimento teria como primeira etapa o crescimento  econômico  e daí sim, a passagem para a etapa seguinte, a revolução socialista. Como conseqüência direta eles negavam a luta revolucionária como etapa inicial para os países mais atrasados. Estes teriam  de percorrer etapa intermediária, pré capitalista, denominada “ revolução democrática – burguesa”  . Suas lideranças não seriam o partido comunista e sim as suas burguesias nacionais. Trotsky discordava de Lênin e Stalin e alertava que as ditas “burguesias – nacionais” mantinham fortes laços de interesse com os países mais adiantados o que dificultava, ou impediria, que guiassem  o caminho da revolução. Esses laços eram de natureza de dependência de capitais estrangeiros, influência dos grandes proprietários rurais , etc . , e todos os dois impregnados por seus elevados temores de que  o proletariado pudesse chegar ao poder político. Por sua vez as desigualdades entre as diversas nações desenvolvidas e subdesenvolvidas  repercutiriam nestas últimas, obrigando-as a fazer adaptações nos seus caminhos revolucionários, devido aos seus diferentes níveis econômicos e culturais. Estas adaptações que ficaram conhecidas como “ choque – adaptação “  foram chamadas por Trotsky de “ combinado e , por ele acrescida à anterior Lei de Lênin passou a denominar-se de Lei de Trotsky . Sua redação está acima sublinhada em vermelho .�<br />
<a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Modelo_fotos_servicos.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-349" title="Modelo_fotos_servicos" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Modelo_fotos_servicos-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>                </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 4</strong>   </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">O Serviço Militar Obrigatório : nivelamento republicano e mobilização nacional- item 6 ( página 39 );</p>
<p style="text-align: justify;">                       <em>“ &#8230; é importante para a defesa nacional que o oficialato seja representativo de todos os setores da sociedade brasileira &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                       “ &#8230; é bom que os filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares &#8230; “ </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 4</em></p>
<p style="text-align: justify;">                    Já considerado no DESTAQUE nº 2 ,  evidencia a preocupação com a classe de origem dos alunos das Escolas Militares. Julgando que a distribuição atual não favorece aos “ filhos dos trabalhadores “ , propõe a alterar este estado de coisas , de forma a aumentar o seu ingresso. O resultado prático é  a neutralização , ou superação da suposta atual constituição dos corpos de alunos das Escolas Militares considerada pelos autores como predominantemente burguesa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 5</strong>  </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Estruturação das Forças Armadas ( páginas 49 )</p>
<p style="text-align: justify;">                      “ &#8230; <em>Nesse sentido  o sistema educacional de cada força ministrará cursos e realizará projetos de pesquisa e de formulação </em><em>em conjunto com os sistemas das demais Forças e com a Escola Superior de Guerra . </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                      “ &#8230; A ESG restaurada como preceitua a  EDN terá ingerência no sistema educacional de cada Força  &#8230;</em> “</p>
<p style="text-align: justify;">                      <em>“ &#8230; o ministério da Defesa deverá apresentar planejamento para a transferência da Escola Superior de Guerra para Brasília de modo a </em><em>intensificar o intercâmbio fluido entre os membros do governo Federal e aquela instituição de modo a otimizar a formação de recursos</em><em> humanos ligados aos assuntos de defesa .” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                     “” &#8230; o ministério da Defesa elaborará uma Política de Ensino&#8230;acelerar o processo de interação do ensino militar&#8230;atendendo </em><em>as orientações da EDN&#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 5</em></p>
<p style="text-align: justify;">                      O Ensino nas três FFAAs é regido por lei , específica para cada uma delas .</p>
<p style="text-align: justify;">                      Com as alterações inclusas na EDN caberá ao ministério da Defesa formular a Política de Ensino, e a ESG restaurada terá ingerência no Ensino de cada Força <em> .</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 6</strong>  </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Recursos Humanos  &#8211; item 1 e 6 ( paginas 57  e 59 )</p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Classes2.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-354" title="Classes2" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Classes2-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>                   <em>“ &#8230; O recrutamento dos quadros profissionais das Forças Armadas deverá ser representativo de todas as classes sociais &#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 6</em></p>
<p style="text-align: justify;">                      Registra-se a preocupação dos autores com o tema “ classes sociais “, já visto no DESTAQUE 2  .</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESTAQUE – 7</strong>  </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Recursos Humanos – item 6 ( página 59 )        </p>
<p style="text-align: justify;">                       “ <em>&#8230; as instituições de ensino das três Forças Armadas ampliarão nos  seus currículos de formação militar disciplinas </em><em>relativas a noções de Direito Constitucional e de Direitos Humanos , indispensáveis para consolidar a identificação </em><em>das Forças Armadas com o povo brasileiro &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBSERVAÇÃO – 7</em></p>
<p style="text-align: justify;">                           Transparece a discutível preocupação de “consolidar”  a identificação das FFAAs com o povo brasileiro . O fundamento para  esta alteração  é a assunção pelos autores de um “gap” entre o povo brasileiro e suas FFAAs.    </p>
<p style="text-align: justify;">                           Pergunta-se qual a origem desta proposição que tão categóricamente estatui que há lapso entre povo e FFAAs ?</p>
<p style="text-align: justify;">                           Qual o estudo ou pesquisa que valida esta afirmação .</p>
<p style="text-align: justify;">                          As pesquisas ora conhecidas envolvendo as FFAAs  atestam a elevada credibilidade que o povo brasileiro atribui às suas FFAAs . Quanto as alterações dos currículos como preconizadas , sugerem semelhança com os conhecidas    disciplinas de Estudos de Problemas Brasileiros e Organização Sócio Política Brasileira .</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>APRECIAÇÃO FINAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">                         Os sete DESTAQUES anteriormente apresentados , e comentados , evidenciam o expressivo emprego das seguintes palavras , ou expressões ou “indícios “:</p>
<p style="text-align: justify;">                    “ <em>&#8230;     Divisões das classes sociais ; todas as classes sociais ; classe trabalhadora ; o oficialato seja representativo da sociedade brasileira , filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares ; ampla representação das classes das  sociais ; representativo de todas as classes sociais</em>; consolidar a identificação das FFAAs com o povo brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">                   O repetitivo e compulsivo emprego dos termos acima , indica a importância dada pelos autores ao tema “ classes sociais “ bem como as suas “ divisões “. Uma vez integrando o texto do EDN , levam consigo, e por isso evidenciam,   possível  viés ideológico ao documento de mais alto nível que trata da Defesa Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">                   Para facilitar o entendimento do leitor e dar clareza ao significado de “classes” recorre-se a  trabalho  do presidente da  Associação Brasileira de Estudos Estratégicos ABED em livro publicado que conceitua :</p>
<p style="text-align: justify;">                   “&#8230;  classe &#8230; pela posição que ocupa no interior do sistema de produção , e conseqüentemente caracterizam-se pelos seus interesses antagônicos. De um lado a minoria que controla os meios de produção ( burguesia ), e do outro, numericamente maior que se distingue apenas pela posse da força de trabalho ( proletariado ) .</p>
<p style="text-align: justify;">                   Voltando ao texto do EDN , quando diz :</p>
<p style="text-align: justify;">                   “ .. é zelar para que as forças Armadas reproduzam em sua composição a própria Nação , para que elas não sejam parte de uma da Nação, pagas para lutar por conta e em benefício das  outras partes .”</p>
<p style="text-align: justify;">                   Na eventualidade da frase acima ter apresentado alguma dificuldade para seu adequado entendimento o mesmo deixa de acontecer quando recorre-se à explicação que a antecede  , obtendo-se o entendimento de que “ partes “ou ‘ divisões de classe “podem ser considerados como de mesmo significado , ou sinônimos , isto é , de burguesia e proletariado .</p>
<p style="text-align: justify;">                  O emprego da Lei de Trotsky reforça a hipótese de possível viés ideológico .</p>
<p style="text-align: justify;">                  Ainda citando o ilustre professor atual presidente  da ABED , Eurico de Lima Figueiredo, o papel dos militares é de:</p>
<p style="text-align: justify;">                   <em>“ &#8230; encarnam por excelência os desígnios dos que mandam&#8230; “ </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                   “ &#8230; em suma os militares são instrumentos armados dos que controlam o sistema estatal &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                  “  &#8230; visam manter os interesses dominantes &#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify;">                  isto é da burguesia .</p>
<p style="text-align: justify;">               As considerações expressas acima , encontram  razoável difusão entre alguns eminentes professores. Para aqueles que as aceitam como a “expressão do militar “ é razoável  encontrar  nelas a origem das alterações introduzidas no EDN e  que foram como  DESTAQUES  , matéria deste trabalho .</p>
<p style="text-align: justify;">            Aos que não aceitam  sugiro persistir no sentido de levar à grande maioria, que ainda não se manifestou, a necessidade de ampliar os debates e que discordando ou concordando com a autor  expressem suas  opiniões .                 </p>
<p style="text-align: justify;">                    Á reflexão dos que chegam ao término destas páginas , repetem-se as três  frases :</p>
<p style="text-align: justify;"><em>                    “ &#8230; representativo de todas as classe sociais &#8230; “</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                    “ &#8230; admissão nas academias militares dos filhos dos trabalhadores &#8230; “                      </em>( proletariado )</p>
<p style="text-align: justify;"><em>                    “ .. .é ótimo que número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora</em> &#8230; “( proletariado )</p>
<p style="text-align: justify;">                  A cinemática das  três frases acima, apresenta a evolução programada da composição dos Corpos de Alunos das Escolas Militares . Com a consecução da terceira, ou última, é alcançado o desiderato estabelecido no END. Continua- se a ter &#8221; burguesia &#8221; e proletariado nas academias militares mas, agora , com o proletariado assumindo  sua nova posição de hegemonia em detrimento da &#8221; burguesia &#8221;  tornada minoritária .   </p>
<p style="text-align: justify;"><em>Francisco Carlos Pereira Cascardo </em></p>
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		<title>Francisco Carlos Pereira  Cascardo</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 17:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação]]></category>

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		<description><![CDATA[Graduou-se em Ciências Navais pela  Escola Naval . Especializou-se em  Armamento no Centro de Instrução Almirante Wandelkok . Na Escola de Guerra Naval fez os cursos  de Comando e Estado Maior   e  Superior de Guerra Naval, este último com o grau  de Doutorado em Ciências Navais .No  ministério da Educação tem o registro de professor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Cascardo.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-346" title="Cascardo" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/02/Cascardo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Graduou-se em Ciências Navais pela  Escola Naval . Especializou-se em  Armamento no Centro de Instrução Almirante Wandelkok . Na Escola de Guerra Naval fez os cursos  de Comando e Estado Maior   e  Superior de Guerra Naval, este último com o grau  de Doutorado em Ciências Navais .No  ministério da Educação tem o registro de professor desde de 1969 .</p>
<p style="text-align: justify;">               Na Marinha   dedicou-se ao ensino ,exercendo na Escola Naval as funções de Instrutor  e de Avaliador Didático do seu Corpo de Professores; no Centro de Instrução Almirante Wandelkok foi instrutor do Curso de Técnica de Ensino nos assuntos  Psicologia da Aprendizagem, Métodos e Técnicas de Ensino , Avaliação do Ensino  Dinâmica de Grupo, Liderança de Reunião , Prática de Ensino , Organização de Programas de Ensino ;Chefe do Departamento de Didática e Superintendente de Ensino ; no  CIAGA – Centro de Instrução Almirante Graça Aranha dirigiu a Superintendência de Ensino ; no Navio-Escola Custódio de Mello foi chefe do Departamento de Ensino dos Guardas Marinha; na Diretoria de Ensino da Marinha foi chefe do Departamento de Planejamento , Assessor de diversos Almirantes Diretores e Vice-Diretor de Ensino da Marinha .</p>
<p style="text-align: justify;">             Ministrou os Curso de Técnica de Ensino , Desenvolvimento Gerencial , Relacionamento Interpessoal , Técnicas de Reunião , Integração Grupal, Formação de Professores e de Aperfeiçoamento Pedagógico no  Ensino Industrial;   Integração na Área Técnica nos níveis de Operador e Engenheiro .</p>
<p style="text-align: justify;">             Lecionou em diversas organizações da Marinha do Brasil , empresas privadas , Faculdades , Universidades , Secretarias Estaduais de Ensino , Serviço Nacional de Apoio a Indústria ( SENAI ) , Serviço Nacional de Apoio ao Comércio ( SENAC ) , como se segue : Centro de Educação Técnica do Estado da Guanabara ; Correios e Telégrafos , EBCT ; Escola Clóvis Salgado ; Centrais Elétricas Fluminense – CELF ; Faculdade de Veterinária de Niterói ; International Business Machine – IBM ; Conjunto Petroquímico Presidente Vargas – PETROBRÁS ; Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí ; Centrode Treinamento do Ministério da Fazenda – CETREMFA ;Escola Técnica Federal Celso Suckowda Fonseca ; Universidade Federal de Santa Maria ; Escolas Técnicas de – Campos , RJ , Escola Técnica Federal de Vitória , Espírito Santo ; Escola Técnica Federal do Pará , Belém ;Escola Técnica Federal de Manaus ; Refinaria Duque de Caxias , RJ ; Colégio Estadual de Curitiba – Paraná ; Instituto de Ensino Superior , Mato-Grosso ; Refinaria Duque de Caxias , RJ ; PETROQUISA , Petroflex ; Colégio Estadual de Curitiba ; Escola Naval ; Escola de Guerra Naval ; Ensino Profissional ; ;Capitania dos Portos ;;Profissional Marítimo ; Polícia Militar do Estado de Minas Geraes ; Fundação Universitária Rio Grande , Rio Grande do Sul ; Colégio Gay Lussac , Niterói ; ;Secretária de Educação do Estado de Minas Geraes; Capitania dos Portos do Estado da Bahia ; Secretaria de Educação da cidade de Santos do Estado de São Paulo ;Refinaria Duque de Caxias ; Petroflex – PETROBRÁS ; Chefe de Setores do Mobral ; Departamento de Telejornalismo da TV GLOBO; Deparamento de Engenharia da Rede GLOBO ;Chefes de Departamento da PORTOBRÀS ; Secretaria de Educação do Estado de São Paulo ;SEPES , PETROBRÀS ; Fronape ,; DEPIN , PETROBRÀS ; Imediatos e Chefes de Máquinas da FRONAPE; SEGEN, PETROBRÀS ; Centro de Pesquisa da PETROBRÀS ; Serviço de Engenharia da Refinaria de São José  dos Campos  SP ;Região de Produção Sudeste , PETROBRÁS ; Setor de Transferência e Estocagem , RJ  Petrobrás ; Região da Produção da Bahia , PETROBRÁS ; Departamento de Exploração – PETROBRÀS Bahia  ;Coordenadores de Prática de Ensino –ESSAL , Bahia ;SEACE – PETROBRÁS ; Refinaria Presidente Vargas , Cubatão-Petrobrás ;Refinaria Landulpho Alves , Bahia – PETROBRÁS ; Refinaria de Paulina – PETROBRÁS.</p>
<p style="text-align: justify;">                       Artigos publicados em revistas :  Revista Marítima Brasileira ; Revista da Aeronáutica e COM JAPONA.</p>
<p style="text-align: justify;">                      Artigos publicados em jornais :  O GLOBO e a TRIBUNA DA</p>
<p style="text-align: justify;">IMPRENSA no período de 1986 a 2001 .</p>
<p style="text-align: justify;">                     Livros publicados :de Dinâmica de Grupo , editado pela Diretoria de Ensino da Marinha  e TENENTISMO NA MARINHA  pela editora  PAZ e TERRA.</p>
<p style="text-align: justify;">                    Sócio Titular do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil .</p>
<p style="text-align: justify;">                   Representante da Marinha nos seguintes eventos :  2º Congresso Brasileiro de Recursos Áudio Visuais em São Paulo ,  1º Seminário de Recursos Humanos para Telecomunicações – TELEBRÀS em Brasília , Seminário para Ofertas de Habilitações Profissionais a Nível de 2º grau no Ministério de Educação e Ensino , 1º Encontro de Educadores na Amazônia , 1º Seminário Nacional de Atualização de Executivos da Área Educacional , Rio de Janeiro .</p>
<p style="text-align: justify;">                  Coordenou os seguintes eventos : 1º Encontro de Professores e instrutores do Centro de Instrução Graça Aranha – EPECIAGA , Concurso de Admissão aos Cursos Fundamentais de Oficiais da Marinha Mercante o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha –CIAGA , Encontro de Professores de Comunicação realizado no Centro de Instrução almirante Graça Aranha – CIAGA , Seminário de Integração Gerencial do Instituto de Açúcar e Álcool , Modernização Administrativa do Departamento Financeiro do Instituto de Açúcar e do Álcool .</p>
<p style="text-align: justify;">                 Condecorações   Recebeu as medalhas do Mérito Tamandaré ; Mérito Marinheiro com três Âncoras ; Mérito Naval nos Graus de Cavaleiro e Comendador</p>
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		<title>Curso sobre pensamento brasileiro</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 16:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[civilização]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[guerras]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos anunciando a realização do curso sobre o Pensamento Brasileiro. Será realizado durante os meses de Março a Novembro de 2010, na Praça XV, Centro do Rio de Janeiro, todas às terças-feira. O corpo docente foi escolhido entre alguns dos mais renomados pensadores brasileiros, inclusive o Presidente da Academia Brasileira de Filosofia, Prof. Ricardo Moderno, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estamos anunciando a realização do curso sobre o Pensamento Brasileiro. Será realizado durante os meses de Março a Novembro de 2010, na Praça XV, Centro do Rio de Janeiro, todas às terças-feira. O corpo docente foi escolhido entre alguns dos mais renomados pensadores brasileiros, inclusive o Presidente da Academia Brasileira de Filosofia, Prof. Ricardo Moderno, e seu vice-presidente Prof. Francisco Martins de Souza.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe a possibilidade de termos uma turma extra, de pessoas de fora do Rio de Janeiro, que faça o curso pela Internet. Para tanto precisamos de um número mínimo de interessados. Inscreva-se logo. </p>
<p style="text-align: justify;">Este curso é fundamental para entender e formular como deve ser a postura do Brasil no cenário interno e mundial nestes próximos 20 anos, bem como</p>
<div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">1. tomada de consciência de ser brasileiro; e</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">2. preservação da cultura nacional.</span></div>
<p><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cursoPensamentoBrasileiro_web.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-334" title="cursoPensamentoBrasileiro_web" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cursoPensamentoBrasileiro_web.jpg" alt="" width="536" height="402" /></a></p>
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		<title>Reflexões sobre a Educação</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 14:25:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tacariju T de Paula Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algumas décadas, os pensadores da educação iniciaram movimento, no sentido de deslocar o centro de gravidade do processo ensino-aprendizagem do educador para o educando. Na época, falava-se de uma educação centrada no aluno, superando àquela centrada no mestre, que tudo sabia sobre as coisas e sobre as pessoas. Tudo indica que a mensagem foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há algumas décadas, os pensadores da educação iniciaram movimento, no sentido de deslocar o centro de gravidade do processo ensino-aprendizagem do educador para o educando. Na época, falava-se de uma educação centrada no aluno, superando àquela centrada no mestre, que tudo sabia sobre as coisas e sobre as pessoas. Tudo indica que a mensagem foi entendida de várias maneiras diferentes, resultando em discursos muitas vezes plenos de emoção, ou mesmo de difícil entendimento para os não iniciados. De qualquer forma, sempre será necessário estabelecer o que o educando precisa saber e fazer, a fim de realizar uma atividade específica por ele escolhida.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de responder a questão “do que saber para fazer?”, pensemos no educando como um sujeito singular, que nunca reproduz o já feito, seja por ele mesmo, seja por outro alguém. Um músico, por exemplo, jamais toca a mesma sinfonia do mesmo modo uma segunda vez. Sua interpretação está sujeita às mais diversas interferências, todas impossíveis de serem controladas visando reproduzir o mesmo, sejam elas ambientais, sejam fisiológicas, sejam psicológicas. Um músico interpreta a mesma sinfonia de forma diferente a cada momento que a toca.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é tudo o que o sujeito faz. Em seu fazer a “mesma coisa”, sempre haverá uma diferença, um novo, um jamais realizado, mesmo quando produz um componente de um sistema físico qualquer. Se desejarmos a repetição, isto é, que o componente seja sempre igual, é preciso encontrar uma máquina, um computador, que substitua o sujeito e o faça sempre do mesmo modo e com o mesmo resultado. <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Violinista2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-328" title="Violinista2" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Violinista2-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" /></a>Diferentemente dos sujeitos, o software de um computador reproduz o igual, ou melhor, é esta a característica que neles buscamos insistentemente. Funciona como a gravação da interpretação específica de uma sinfonia, que sempre reproduz a interpretação gravada naquele momento do passado.<br />
O sujeito, em seu permanente vir-a-ser histórico e jamais repetido, nunca será reproduzido nos softwares e computadores, que ora conhecemos. Tais softwares são valiosos porque repetem. Se não se repetissem, para que serviriam afinal? (Demo, 2002)<br />
O mistério do homem está muito além das máquinas por ele concebidas. O código das máquinas não reproduz a combinação semântica, sintática e pragmática da linguagem em seu deslizar de intensidades e sentidos; o código do software é sempre o mesmo. A linguagem, por seu lado, é pura interpretação a partir de uma base codificada cheia de lacunas. A linguagem carrega um conteúdo, cujo sentido se transforma a cada momento, em função da emoção que atravessa a percepção da realidade, em função dos limites de simbolização do pensamento humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora se faça diferença entre realidade física e realidade psíquica, sendo esta última uma realidade considerada virtual, ambas se confundem numa realidade para o sujeito que percebe. É sobre esta realidade que estamos aqui falando.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, a realidade representada pelo pensamento do sujeito nunca retrata a realidade física em si, na medida em que o simbólico não recobre inteiramente o real. O pensamento não é capaz de reproduzir o físico, a realidade material, apenas interpreta ao preencher as lacunas da percepção e do jogo simbólico das representações estruturalmente incompletas. Se voltarmos a atenção para a base orgânica, sobre a qual ocorre o pensamento, descobriremos que a trama dos neurônios e seus engramas não explicam o conteúdo deste pensamento, não explicam o mecanismo de evocação das memórias, apenas indicam que o sujeito está pensando.</p>
<p style="text-align: justify;">Eventualmente, alguns podem imaginar a possibilidade de se controlar quimicamente os pensamentos, atuando-se sobre essa base orgânica. Isso só seria possível se houvesse uma relação direta e linear entre esta e o conteúdo dos pensamentos. Felizmente, é impossível descrever esse conteúdo a partir da visão dos campos elétricos existentes na complexidade cerebral, ou mesmo observando o comportamento do sujeito pleno que é de códigos a se decifrar. <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/neuronio.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-329" title="neuronio" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/neuronio-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Tais campos, ou os comportamentos observáveis, apontam apenas para a possibilidade da existência de um pensamento, sem vislumbrar, contudo, a intenção do sujeito que pensa, sem vislumbrar seus motivos, sem vislumbrar suas expectativas, sem vislumbrar seu desejo.<br />
Assim sendo, o sentido do pensamento, de seu conteúdo, transcende a base orgânica sobre a qual se estrutura. Como já foi dito, a mente humana representa a realidade percebida através de símbolos, os quais se misturam inteiramente com o deslizar das intensidades emocionais e com a incompletude estrutural da linguagem, alterando constantemente o seu sentido durante o processo de comunicação (Freud, 1990). Nesse processo, a questão não está no que foi transmitido, mas, na interpretação do que foi recebido (Sfez, 1992). Portanto, poderíamos dizer que o diálogo é um contrato com o mal entendido que, paradoxalmente humano, só se resolve no próprio diálogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Freud chegou a dizer que a educação seria um ofício impossível, na medida em que você sabe o que ensina, contudo, nunca sabe o que o sujeito aprende. Evidentemente, estava falando do processo de interpretação da realidade, que ocorre, tanto na transmissão do conhecimento, quanto na sua recepção. Nenhum dos dois momentos retrataria a realidade tal qual ela é, na medida em que cada sujeito elabora um sentido singular para o conhecido segundo seus desejos, interesses e intensidades emocionais. Todos, além do alcance de controle do educador, que, pelos mesmos motivos, não controla suas interpretações da realidade percebida.</p>
<p style="text-align: justify;">Como seria, então, uma educação centrada no educando, ou mesmo no educador, se estamos diante de um permanente “mal entendido”? Como o conhecimento poderia ser passado entre as gerações, se o que se ouve é diferente do que foi dito? Tudo indica que o conhecimento é transmitido sempre se alterando, tanto a cada transmissão, quanto a cada recepção. Durante o processo educacional, a própria transformação do mundo parece dominar a comunicação e não o inverso. Ou será que há um jogo de forças entre o homem e seu mundo, energizando suas transformações? Talvez exista algo de revolucionário em todo e qualquer processo educacional, independentemente de nossos desejos mais conservadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse paradoxo, imaginemos um sistema educacional, no qual estão presentes todos os requisitos definidores de sistema. No nosso caso, o sistema não é físico, mas cultural. Portanto, não possui a possível estabilidade linear dos sistemas físicos, sendo dependente muito mais da complexidade dos valores e das atitudes de seus componentes do que de um relacionamento formal estabelecido por lei (Demo, 2002). De qualquer forma, há uma entrada disparadora de seu movimento, um processo de geração de resultados, alguns critérios de avaliação destes resultados e uma retroalimentação capaz de mantê-lo atualizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente de um sistema físico, o sistema educacional nunca volta ao mesmo ponto de partida, isto é, a retroalimentação não serve para corrigi-lo e obrigá-lo a reproduzir padronizadamente o mesmo. A retroalimentação dos sistemas culturais serve para atualizá-los num permanente vir-a-ser transformador e criativo, nunca na reprodução do que foi, ou do que era.<br />
Assim, tomando como referência a complexidade dos sistemas culturais, nos quais jamais se consegue reproduzir o mesmo, nos quais a repetição é puro engano, olhemos com dúvidas para o que se apresenta como modelo educacional. Um modelo sugere a possibilidade da repetição, da produção em massa, induzindo os não iniciados a acreditarem na existência de fórmulas salvadoras para os resultados da educação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cerebro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-331" title="cerebro" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cerebro-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><br />
Numa tentativa de esquematizar o nosso argumento, visualizemos o sujeito dividido em conhecimentos, habilidades e atitudes. Conhecimento sendo a capacidade de representar a realidade através de símbolos a ela relacionados; habilidade sendo a capacidade de transformar a realidade através de seus atos; atitude como sendo o seu modo de ser diante da realidade. Esses aspectos se misturam numa trama maior que a soma de suas partes. Nenhum deles se manifesta isoladamente, nem pode ser deduzido a partir dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda esquematizando, diríamos que uma atividade qualquer tem alguns requisitos para sua realização, os quais poderiam ser expostos em termos de conhecimento, habilidade e atitude. Tais requisitos balizariam o perfil daquele capaz de realizá-la. Assim, ao construirmos o processo educacional, teríamos como referência esses requisitos. Foi o que a taxionomia dos objetivos educacionais de Bloom pretendeu ao estabelecer domínios relativos ao campo cognitivo, ao campo psicomotor e ao campo afetivo. Cada domínio focando respectivamente um dos requisitosdo perfil desejado: conhecimento, habilidade e atitude. (Bloom, 1976)</p>
<p style="text-align: justify;">A questão, agora, é: Como definir os requisitos para uma determinada atividade? Na era do conhecimento e da comunicação, provavelmente o será perguntando às figuras representativas dessas atividades (experts) o que elas esperam como resultados objetivos, o que elas pensam sobre os requisitos para atingi-los. Contudo, ao se estruturar o sistema educacional com seus objetivos bem elaborados e focados nos requisitos estabelecidos, surpreendentemente, o processo de ensino-apredizagem não responderá ao esperado pelos “experts” das diferentes atividades. Haverá lacunas, haverá diferenças, haverá novidades inesperadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação do desempenho dirá que algo deve ser feito, no sentido de “melhorar” o processo, no sentido de atualizá-lo, de fazer com que ele responda às expectativas dos “experts” consultados. Algo será feito e, de novo, não será o ideal, não será o esperado. Estará fora de seu tempo. Assim, teremos um eterno recomeço, sempre “girando”, sempre mudando a cada “giro”, sempre se afastando do antes e nunca chegando ao esperado depois.</p>
<p style="text-align: justify;">De novo, perguntamos aos “experts” o que esperam das atividades realizadas pelos “doutores”, pelos sacerdotes, pelos militares, pelos técnicos, pelos artífices, pelos que plantam nossa comida. Suas respostas estarão de acordo com seu tempo, mas fora do tempo futuro do educando. O sistema educacional partirá do agora e chegará ao antes no futuro, quando as atividades se faziam diferentes do esperado naquele presente. Finalmente, o sistema produzirá alguém que precisa de atualização, para realizar a atividade, para a qual teria sido preparado no seu passado.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta para esse paradoxo parece estar numa Educação Permanente, que escape do conceito de Formação para o futuro e mergulhe no de Atualização para o presente. Atualização parece estar mais próxima do sujeito que nunca se repete; Formação parece estar mais próxima da possibilidade de repetição do mesmo, tal como ocorre “mecanicamente” nos softwares. Formação parece mais próxima do anacrônico; Atualização parece mais uma “ondulação” a acompanhar a “impermanência” da realidade interpretada.</p>
<p style="text-align: justify;">A operacionalização desse conceito será viável se os educadores descobrirem que sabem o que já passou e puderem ouvir os “experts” das atividades em suas atualidades; se os educadores se conformarem que precisam perguntar para saber e que saberão sempre em atraso com o futuro, que será o presente do educando. O papel dos educadores neste novo tempo é criar as condições favoráveis, para que o processo educacional “gire” em seu eterno movimento de atualização, para que o educando esteja sempre vivendo o presente e com o olhar no tempo que virá.</p>
<p style="text-align: justify;">Se alguém se perguntar o que é educar, já que não aportaremos em lugar algum neste processo, diria que o lugar finalmente esperado não existe ainda, é apenas uma imagem atraindo uma esperança a falar do futuro. A vida é um processo helicoidal em perpétuo movimento, deslocando-se para um infinito desconhecido. Quando imaginamos voltar ao mesmo lugar, estaremos um passo adiante e não reconheceremos nele o passado desejado com saudade.</p>
<p style="text-align: justify;">Inventar constantemente a própria vida parece ser o destino humano. A educação, longe de ensinar o presente, é apenas uma plataforma de lançamento para o futuro ainda virtual. Quando se imagina que se possui o saber, descobre-se alguém tateando por caminhos nunca trilhados, por sendas do conhecimento ainda por serem desveladas, por enigmas da existência guardados pelos desígnios do Criador, pelo “de onde vim e para onde vou?” ainda sem resposta fora Dele.<br />
Finalmente, parece que a proposta sensata seria deslocar o “velho” para o “novo” sem esquecer que, num processo, tudo está interligado.<br />
Em algum lugar, ocorreu o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><em>A manhã começava lentamente, como tudo naquele lugar, onde a natureza escolhera o branco para adornar. O monge sentiu o frio penetrando em sua túnica e pensou no exame daquele dia. Comeu algo estranho que lhe aqueceu o corpo e manteve sua alma alerta.<br />
Com o sol ainda pela metade no horizonte montanhoso, o monge caminhou devagar pela neve que unia o prédio onde vivia àquele onde seria examinado em seu conhecimento. A cada passo gelado, imaginava de onde o seu conhecimento brotara.<br />
Sentia em seu íntimo que o saber que levava era diferente daquele que aprendera com seus examinadores. Um rasgo de temor cruzou seu coração. Contudo, seguiu sua intuição e, diante dos &#8220;velhos&#8221; examinadores, falou-lhes sobre o novo, o que trazia dentro de si, o conhecimento que &#8220;inventara&#8221;.<br />
Ao final de sua fala, os &#8220;velhos&#8221; perguntaram o que faria se estivesse ali sentado diante do novo trazido pelo &#8220;neófito&#8221;. O monge ficou sem saber se era uma crítica ao seu &#8220;novo&#8221;, ou se estavam dizendo sobre a arrogância de seu saber.<br />
De olhos fechados, permaneceu em silêncio por algum tempo, sentindo o incômodo de sua insegurança. Imaginou-se &#8220;velho&#8221; e sentado diante do neófito a lhe falar do &#8220;novo&#8221;. Pensou no que seria o &#8220;novo&#8221; e sentiu surpresa ao descobrir que este era apenas o desenrolar do &#8220;velho&#8221;, que já foi &#8220;novo&#8221; um dia. Percebeu que o que ali trazia era apenas um momento diante do que se seguiria a ele e o que se deu antes dele.<br />
Invadido pela paz de sua insignificância, abriu os olhos e encontrou &#8220;olhares velhos&#8221; a esperar sua resposta. De sua boca saiu apenas: &#8220;Perguntaria o que ele faria se estivesse aqui sentado diante do neófito a falar do novo&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tacarijú Thomé de Paula Filho</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DE APOIO<br />
</em>BLOOM, B. Taxionomia de objetivos educacionais. Porto alegre, Globo, 1976.<br />
DEMO, P. Complexidade e Aprendizagem. São Paulo, Atlas, 2002.<br />
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas. São Paulo, Martins Fontes, 1995.<br />
FREUD, S. Obras Completas. Buenos Aires, Amorrortu, 1990.<br />
GARCIA-ROZA, L.A. Palavra e verdade na filosofia e na psicanálise. Rio de janeiro, Jorge Zahar Editores, 1990.<br />
MORIN, E. Ciência com consciência. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1999.<br />
RORTY, R. A filosofia e o espelho da natureza. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1994.<br />
SFEZ, L. Crítica da Comunicação. São Paulo, Edições Loyola, 1994.</p>
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		<title>Estratégia e Psicologia</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 18:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tacariju T de Paula Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante muito tempo, a teoria da administração caracterizou-se pela busca de universais – pela preocupação em descobrir elementos essenciais a todas as organizações. A descoberta de elementos comuns é certamente necessária, mas estes não fornecem aos profissionais “princípios” que possam ser aplicados com sucesso universal.
Hersey &#38; Blanchard
Relativizando contextos e objetos de estudo, talvez seja possível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;padding-left: 120px"><em>Durante muito tempo, a teoria da administração caracterizou-se pela busca de universais – pela preocupação em descobrir elementos essenciais a todas as organizações. A descoberta de elementos comuns é certamente necessária, mas estes não fornecem aos profissionais “princípios” que possam ser aplicados com sucesso universal.<br />
Hersey &amp; Blanchard</em></p>
<p style="text-align: justify">Relativizando contextos e objetos de estudo, talvez seja possível se estabelecer traço comum entre a Análise Institucional, face da Psicologia, e a arte da Estratégia, na medida em que ambas se preocupam com o efeito simbólico das ações ditas racionais. Independentemente do cenário, evidencia-se claramente a potência do valor subjetivo atribuído às consequências observadas de uma ação pelos seus diferentes observadores.</p>
<p style="text-align: justify"> <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/observador1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-309" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/observador1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Assim, cada observação, cada interpretação, estará sempre permeada por desejos e interesses a “mascarar” a neutralidade do discurso sobre o fato, acontecimento, ou situação. Tal constatação sugere que as chamadas ações racionais não são tão racionais assim, na medida em que seu agente também está mergulhado em desejos e interesses diversos ao realizá-la.<br />
O ensinamento retirado de tais fatos levou a se considerar a Complexidade (Morin, 1999) como paradigma a ser observado. Como se sabe, complexidade e complicação são bem diferentes, na medida em que a complexidade tende à singularidade dos conjuntos, enquanto a complicação tende à impossibilidade de avaliação e solução. O que vem atormentando pensadores, estrategistas e analistas é que, visto deste modo, a singularidade das situações impede que se generalizem soluções, ou se antecipe consequências.</p>
<p style="text-align: justify">Houve tempo em que a “densidade” intelectual fantasiava “saber soluções”, antes mesmo da situação ocorrer, na medida em que suas generalizações vestiam-se de “dogma” a ser respeitado e seguido. Funcionava como espécie de “bola de cristal” a antecipar acontecimentos. A Complexidade “recolheu” tais intelectuais, substituindo-os por Analistas a observarem o singular e a “inventarem” soluções a partir de alguns princípios exclusivos para a situação observada. Estes princípios são selecionados dentre boa coletânea deles, não sendo algo determinante para todas as situações. A escolha é pura Arte! Nas Ciências Sociais, quantificações, mesmo que estatísticas, tendem a não funcionar, deixando o pesquisador ao sabor da qualidade de suas interpretações.</p>
<p style="text-align: justify">É importante, também, sinalizar para a singularidade dos sistemas caóticos determinísticos. Como o nome indica, há certa determinação na evolução de sua trajetória, contudo, não se pode estabelecer relação linear de causa e efeito para estas trajetórias. Isto quer dizer que a intensidade do efeito não é proporcional à intensidade da causa que movimentou o sistema, deslocando a “densidade” intelectual para o não saber o que virá.</p>
<p style="text-align: justify">Isto pode ser pensado diante das flutuações da inflação e dos movimentos da Bolsa de Valores, por exemplo, nos quais as expectativas ligadas firmemente aos desejos e interesses dominam a cena. Até recentemente, “fantasiava-se” a existência de uma Lei de Mercado, que poderia ser aplicada às situações Econômico-financeiras como algo universal. O caos determinístico não só desconstruiu esta fantasia, como também àquelas relacionadas a qualquer modelo de controle econômico, ou social, pelo Estado. Numa tentativa de escapar de conceitos, cujo entendimento entedia, passemos a alguns exemplos em cenários restritos.</p>
<p style="text-align: justify">A Análise Institucional foi um instrumento popularizado a partir dos anos 60, mas que já mostrava sua necessidade durante e logo após a Segunda Guerra. Naqueles dias, o “bem estar” começava a rivalizar-se com a “linha de montagem” nos planos empresariais. Foi assim que, em 1948, realizou-se uma pesquisa nas empresas americanas, a fim de se descobrir aquilo que os colaboradores realmente valorizavam (Hersey e Blanchard, 1986), em comparação ao que os Diretores/Gerentes imaginavam sobre o que seria valorizado por seus colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify">Num dos questionários, listou-se alguns fatores que deveriam ser ordenados em ordem de importância, do mais para o menos importante. O mesmo questionário foi entregue a Diretores/Gerentes e colaboradores, a fim de serem comparados. Aos Diretores/Gerentes foi pedido que imaginassem o que estariam respondendo seus colaboradores.</p>
<p>Dentre os fatores pesquisados, destacam-se:<br />
• Boas condições de trabalho;<br />
• Estar bem informado;<br />
• Flexibilidade disciplinar;<br />
• Avaliação correta do trabalho realizado;<br />
• Lealdade dos Chefes;<br />
• Bons ordenados;<br />
• Promoção e Crescimento;<br />
• Empatia em relação aos problemas pessoais;<br />
• Estabilidade no emprego;<br />
• Trabalho interessante;<br />
• Etc.</p>
<p style="text-align: justify">Ao se comparar as respostas, começou a surpresa. Os Diretores/Gerentes imaginavam que o fator mais valorizado pelos colaboradores seria “bons ordenados” em primeiro lugar, “estabilidade no emprego” em segundo e “promoção e crescimento” em terceiro. Já os colaboradores disseram valorizar mais “avaliação correta do trabalho realizado”, seguido por “estar bem informado” e, em terceiro, “empatia em relação aos problemas pessoais”. Agravando o enorme mal entendido, os Diretores/Gerentes imaginaram que a “avaliação do trabalho” seria o oitavo em valor, “estar bem informados” seria o décimo e “empatia em relação aos problemas pessoais” o nono na escala de valor dos colaboradores. Era o côncavo diante do convexo, o de cima diante do de baixo, o verso diante do reverso. Fantasia e realidade gritavam e esperneavam diante daqueles que detinham o poder naqueles universos sociais.</p>
<p style="text-align: justify">No que refere à Estratégia, este fenômeno repete-se quando se trata de duas Nações, ou dois “exércitos”, a se olhar mutuamente.<br />
Considerando-se que a referida pesquisa realizou-se em algumas grandes empresas da época com centenas de pessoas, foi possível identificar que a distorção de entendimentos poderia ser geral. De alguma maneira, os gerentes e donos de negócio, filhos da Depressão dos anos 30, valorizavam a estabilidade e os bons ordenados, enquanto os colaboradores, filhos da fartura do pós-guerra, valorizavam as relações interpessoais.</p>
<p style="text-align: justify">Esta poderia ser uma interpretação plausível para a situação específica existente naquele momento. Posteriormente, o que se percebeu nas pesquisas semelhantes foi a insistência do mal entendido entre Chefes e subordinados, ao se considerar o valor das situações. Os sistemas de premiação pareceram inúteis diante desta dissonância.</p>
<p style="text-align: justify">Nesta mesma época, falava-se em Educação Centrada nas Necessidades do Aluno que, em oposição àquela centrada no mestre que tudo sabia, passava a frequentar insistentemente as pesquisas universitárias. Os Objetivos Educacionais (Bloom, 1973) são desta época. Foram movimentos que deslocaram o foco dos pensadores da teoria para a vida real dos que estudavam e trabalhavam. A Análise Institucional nasceu neste ambiente de efervescência intelectual, no qual o pragmatismo anglo-saxão parecia predominar sobre o racionalismo francês.</p>
<p><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Observador2.jpg"></a><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Observador2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-310" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Observador2.jpg" alt="" width="600" height="204" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O curioso é que, recentemente, apliquei aqui no Brasil um modelo de pesquisa semelhante ao americano de 1948, encontrando resultado aproximado, isto é, uma dissonância na percepção de valores entre Chefes e seus colaboradores. Este fato chamou-me a atenção para a dissonância em si, deixando em segundo plano o conteúdo do que os gerentes e colaboradores valorizavam e suas discrepâncias. Assim, é possível afirmar que há tendência à dissonância quando se diz conhecer o que o outro valoriza.</p>
<p style="text-align: justify">Como se sabe, a Teoria da Comunicação poderia levantar a ponta desse véu a recobrir a interrogação. Do mesmo modo que já vinha ocorrendo na Educação, o valor do emissor, ou mesmo do conteúdo da mensagem, deslocou-se para o entendimento do receptor da mensagem (Sfez, 1994). Assim, seria preciso decodificar primeiro o sistema simbólico do receptor, a fim de se criar as condições para o entendimento da mensagem. Mais ou menos o que revelou a pesquisa de 1948 em relação aos valores pesquisados.</p>
<p style="text-align: justify">O Bem Estar entre os colaboradores de uma empresa parece passar antes pela satisfação de desejos e interesses vinculados aos valores despertados pelo contexto, ou ambiente, ou espaço/tempo, isto é, pela situação na qual estão inseridos. No entanto, parecia não ser apenas isto, que estaria por trás da dissonância.</p>
<p style="text-align: justify">Outro aspecto interessante deste novo universo é o que está ocorrendo com as Teorias Administrativas. Recentemente, ainda se discutia se a melhor estrutura organizacional seria a vertical/hierárquica por Departamentos, se a Matricial, se a por processos, se a Orgânica, e muitas outras bastante sofisticadas. Eram teorias que valorizavam as generalizações em contraposição às singularidades de cada situação empresarial. A idéia era que se poderia ter um conhecimento suficiente anterior à observação do fenômeno, podendo-se newtoniamente “calcular” sua trajetória. Tomando como paradigma os sistemas físicos, os pensadores tentavam contornar, infrutiferamente, a Complexidade e o Caos Determinístico existente nas “entranhas” dos sistemas sociais.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Clientefoco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-316" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Clientefoco.jpg" alt="" width="320" height="301" /></a>Aproximando-se o terceiro milênio, a “revolução” na Administração passou a se chamar “foco no cliente do produto”, isto é, em quem, de fato, se beneficia com o produto do trabalho realizado. A avaliação final passou a pertencer ao cliente e não mais a um sistema complexo de qualidade total, que impunha modelos, regras e resultados aos processos de produção, não ousando perguntar a quem dele se beneficiava. Os resultados buscavam uma “perfeição” na ótica do produtor, desconsiderando-se o que seria a “perfeição” desejada pelo cliente. Este fato pode ser constatado ao se observar a evolução das Normas ISO, que evoluíram da Qualidade Total imposta pelos processos e resultados para a Confiabilidade do Produto expressada em seu uso pelo cliente.</p>
<p style="text-align: justify">A “fantasia intelectual” gerou sistemas organizacionais, nos quais estava impregnada a idéia de observação “top down”, de se conhecer soluções antes dos problemas. Ao se acordar deste “devaneio”, a observação inverteu-se para “botton up”, significando que a estrutura organizacional e os processos deveriam se adaptar, a fim de produzir algo confiável para o cliente. Até então, as pesquisas restringiam-se às intenções de compra, havendo pouco acompanhamento pós-venda. Esta inversão trouxe a Complexidade o bojo da Administração, na medida em que “interrogar” tomou o lugar do “saber”.</p>
<p style="text-align: justify">O interessante desta história é que, não só o cliente final externo, mas o cliente interno do produto de cada fase do processo de produção passou a ser foco de interesse maior, na medida em as avaliações dos clientes sobre o “uso do produto” influem na estrutura do processo de produção. É possível que tenha nascido um Princípio, se é que se pode assim chamar a Complexidade, o Caos Determinístico e o “não saber”.</p>
<p style="text-align: justify">Neste ponto, ressurge a Teoria dos Sistemas (Bertalanffy, 1969) da década de 30, na qual se sugere que as interfaces entre os elementos de qualquer sistema seria o verdadeiro foco de estudos, não apenas a essência de cada elemento, ou sua função específica. Na verdade, a visão do conjunto seria o importante, na medida em que a relação entre estes seus elementos poderia inutilizar a função última do sistema. Esta teoria incorpora noções de Complexidade, como alertou Morin (1999), isto é, os sistemas sociais são abertos a inúmeras variáveis externas e às internas a eles.</p>
<p style="text-align: justify">Até aqui, falamos de sistemas sociais. No entanto, os sistemas físicos também obedecem ao mesmo princípio de relação entre seus elementos. A Análise Sistêmica de Falhas (Scapin, 1999) se apóia em dados estatísticos de funcionamento e falha de cada elemento e do sistema como um todo. Um motor, uma televisão, um computador, por exemplo, são analisados deste modo, a fim de se estabelecer as garantias de funcionamento. Talvez seja possível dizer que o pensamento sistêmico passou a ocupar lugar de enorme importância entre Analistas e Estrategistas. Talvez menos entre os intelectuais que presumem saber&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Do ponto de vista Antropológico, é possível dizer-se que há certo renascimento das idéias estruturalistas de linguagem e de relações de parentesco. Levy-Strauss (1996) se refere insistentemente ao fato de que a modificação de um elemento de uma estrutura, modifica-a inteiramente, na medida em que uma estrutura tem caráter de sistema. Imagine-se a situação, na qual ocorre intensa rotação de Chefes. Nelas, a cada “rotação”, aparece um novo sistema carecendo de tempo de maturação.</p>
<p style="text-align: justify">Também Saussurre (2004) acorda um tanto assustado, quando a pragmática (Marcondes, 2005) “desconfia” da semântica e recorre a alguns de seus conceitos. Assim, o sentido do significante passa a depender do contexto de inserção, isto é, de sua relação com outros significantes, não tendo significado que transcenda ao seu uso concreto pelo falante. Assim sendo, é preciso saber-se o que entendem por “estar bem informado”, ou “avaliação correta do trabalho”, tanto os Diretores/Gerentes, quanto seus colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify">Finalizando, é provável que os Analistas e Estrategistas, necessitem recorrer à Complexidade, ao Caos Determinístico, à Antropologia Estrutural, à Pragmática e ao Pensamento Sistêmico, a fim de avaliar o efeito simbólico de seus planos e ações. A “consistência” e a “densidade” dos saberes desmoronam diante de um sistema, cujo movimento não possui a intensidade, o sentido e a direção proporcional à “causa intencional”, que o provocou.</p>
<p style="text-align: justify">O que se percebe é que, de fora, os sistemas sociais estão sujeitos às interpretações diversas. Nada se sabe antes de se perguntar o que realmente desejam seus integrantes, ou pelo que realmente se interessam. A “interrogação” passou a ocupar o lugar da “afirmação”.<br />
Espera-se que as analogias aqui desenvolvidas não venham a macular saberes antecipados. Na verdade, o que se pretendeu foi sinalizar para questões atuais relacionadas às ciências sociais, nas quais incluímos a Psicologia das Instituições e sua Análise Institucional, bem como a Estratégia, incluindo ai as “visões” sobre a estrutura simbólica daqueles, que observam as intenções e ações dos Estrategistas.</p>
<p style="text-align: justify">A liberdade das escolhas está no risco de não se saber.<br />
Quando se pensa que sabe, perde-se o riso da ingenuidade.<br />
Perde-se o caminho para a felicidade e a paz.<br />
Perde-se a fé!</p>
<p style="text-align: justify">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS<br />
BERTALANFFY, von Ludwig. General System Theory. New York: George Braziller, 1969.<br />
BLOOM, B. S.; ENGELHART, M, D; FURST, E. J.; HILL, W, H; KRATHWOHL, D. R. Taxionomia dos objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo, 1973.<br />
BLOOM, B, S.; KRATHWOHL, D, R.; MASIA, B, B. Taxionomia dos objetivos educacionais: domínio afetivo. Porto Alegre: Globo, 1973.<br />
HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth. Psicologia para administradores de empresa: a teoria e as técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU, 1986.<br />
LEVY-STRAUSS, Claude. Antropologia estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.<br />
MARCONDES, Danilo. A Pragmática na filosofia contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.<br />
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 3 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.<br />
SAUSSURE, Ferdinand. Curso de lingüística geral. 26 ed. São Paulo: Cultrix, 2004.<br />
SCAPIN, Carlos Alberto. Análise sistêmica de falhas. Belo Horizonte: DG, 1999.<br />
SFEZ, Lucien. Crítica da comunicação. São Paulo: Edições Loyola, 1994.</p>
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		<title>Verdade e Liberdade</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 00:44:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Assim como é melhor iluminar do que só brilhar, é mais perfeito a verdade aos outros levar do que só contemplá-la.” Tomás de Aquino (1225-1274), sobre a verdade.
 
Nos últimos tempos tem sido muito comum escutar, tanto em rodas sociais como no meio acadêmico, que a verdade é relativa. Isto, de imediato, contradiz a lógica, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">“<em>Assim como é melhor iluminar do que só brilhar, é mais perfeito a verdade aos outros levar do que só contemplá-la.</em>”<em> Tomás de Aquino (1225-1274), sobre a verdade.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Luznofimdotunel2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-292" title="Luznofimdotunel2" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Luznofimdotunel2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos tempos tem sido muito comum escutar, tanto em rodas sociais como no meio acadêmico, que a verdade é relativa. Isto, de imediato, contradiz a lógica, pois se tal afirmativa fosse válida, deveríamos concluir que todas as verdades são possíveis. Conseqüentemente, não existiria “<em>a</em>” verdade. No entanto, se não há sustentação para esta assertiva, por que a teoria da “<em>verdade relativa</em>” tem sido tão divulgada e aceita?</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento pós-moderno caracteriza-se pela tentativa ambiciosa da razão de tudo dominar. A realidade é submetida à vontade de poder, como diria Nietzsche (1844-1900). Nesse período, como expõe Heidegger (1889-1976), triunfa a indiferença, perde-se o gosto pela procura das razões últimas do viver e do morrer humano. Vê-se delineado o rosto do niilismo. Este clima generalizado, tudo conspira para levar os homens a não pensar mais, a fugir do esforço e da paixão pela busca da verdade, para se entregar ao imediatamente desfrutável, calculável, somente de consumo imediato. No entender de Bruno Forte (1949), é o tempo do triunfo da “<em>máscara</em>”, onde o próprio ser parece tornar-se uma paixão inútil, gerando ideologias tanto de direita como de esquerda, que pretendem transformar o homem num ser divino.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Iluminar.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-293" title="Iluminar" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Iluminar-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No pensamento de João Paulo II com relação à liberdade religiosa, está presente a afirmação de que “<em>se, por um lado, liberdade é amor à verdade, por outro lado não pode ser aperfeiçoada exceto por intermédio da verdade</em>”. Por isso, nas palavras de Cristo, “<em>a verdade vos libertará</em>” (Jo 8, 32). Conclui-se, portanto, que não há liberdade sem verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">A confusão em nossos dias deve-se à idéia de que a consciência foi deformada pelos pensadores modernos, em alguns casos, defensores do ateísmo, que perderam o sentido da transcendência. Esses pensadores freqüentemente descrevem a consciência como tribunal supremo e infalível, que nos dispensa de considerações sobre lei e verdade, pondo em seu lugar critérios puramente subjetivos e individualistas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto em oposição a essa tendência é preciso mostrar que a consciência é um ato de inteligência que adere a normas objetivas. A liberdade de consciência é assegurada pela conformidade à verdade. Se rejeitamos o verdadeiro bem, inevitavelmente nos deixamos ceder às paixões e aos instintos e, com isso, minamos nossa autêntica liberdade. Agir livremente contra a verdade é destruir a própria liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/livre-arbitrio.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-291" title="livre-arbitrio" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/livre-arbitrio-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Cabe ressaltar, ainda, a título de entendimento, uma questão que causa transtorno na sua correta compreensão: a distinção entre liberdade e livre arbítrio. Pelo livre arbítrio, cada qual dispõe sobre si mesmo. Contudo, este se apresenta, não raras vezes, como o mero uso da vontade sem medir as conseqüências inerentes ao ato, o que leva à escravidão e não à liberdade. No entanto, a liberdade verdadeira é o uso da vontade livre, analisado pela inteligência e ordenando o fim último da existência humana, que é Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando alguém não tem horizontes grandiosos de verdade, facilmente se afoga na solidão egoística da própria particularidade. E a sociedade, por sua vez, pode ser comparada a um imenso arquipélago do qual faz parte uma multidão de minúsculas ilhas solitárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata, enfim, da procura de um tempo perdido, nem da instauração de uma operação saudosista, mas de um esforço para restaurar valores e fundamentar eticamente o sentido existencial para a pessoa humana, para o outro, para a família, para a pátria, valores estes que não sejam aqueles manipulados e violentos, típicos das ideologias extremadas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Araken Hipólito da Costa – Cel Av</p>
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		<title>A Cultura Brasileira</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 17:06:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O mundo caminha aceleradamente para uma nova gênese. Estamos verificando que as nações e os povos não mais são conquistados pelas guerras, como acontecia na Antigüidade. Não é mais a força militar que determina o poderio de um povo e as suas conquistas. Os impérios também não são mais formados pelo poderio econômico. Com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O mundo caminha aceleradamente para uma nova gênese. Estamos verificando que as nações e os povos não mais são conquistados pelas guerras, como acontecia na Antigüidade. Não é mais a força militar que determina o poderio de um povo e as suas conquistas. Os impérios também não são mais formados pelo poderio econômico. Com a globalização da economia, com as transnacionais e com a força dos órgãos internacionais, cada vez mais o capital não é fator determinante do poder de um povo sobre outro, de uma nação sobre outra ou de um grupo sobre o outro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-280" title="cultura" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Cada vez mais o homem busca o conhecimento. Cada vez mais a cultura é reconhecida como o tesouro maior de um povo e de uma civilização. Ela é a conquista maior que temos, é o legado que deixamos para as gerações seguintes.</p>
<p style="text-align: justify;">A sobrevivência de uma nação está diretamente ligada à força de sua cultura. As fronteiras de um povo serão determinadas pelo alcance e pela divulgação dela. Estamos verificando a Europa sendo transformada em um país; estamos vendo a Europa unida. As fronteiras estão desaparecendo e os países passam a ser parte uns dos outros. Estamos vendo continentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, os governos dos países europeus reuniram-se, preocupados com a pasteurização que se está verificando em suas sociedades. Essa homogeneização imposta pelos meios de comunicação e fruto da globalização está descaracterizando as sociedades que, antigamente, e até muito recentemente, tinham características bem distintas. Se a Europa, continente de tradições culturais seculares, está preocupada com a descaracterização de suas origens e raízes diante da globalização e os governantes resolveram investir verbas vultosas em suas culturas populares e folclóricas para preservação da identidade, o que dizer de nós, aqui no Brasil? Somos um país jovem e dentro de mais alguns anos vamos ter a ALCA, com a América unida. Esperamos que seja unida, justa, mas temos muitas dúvidas a respeito disso. O que será de nossa cultura, da nossa sociedade e da civilização brasileira?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso me preocupa, porque ainda estamos vivendo um período em que não temos essa união, verificando-se uma descaracterização acelerada da cultura brasileira. Considero, inclusive, absolutamente errados os mecanismos atuais de incentivo a esse quesito. O Brasil está criando sistemas que são incentivos à cultura universal e alienígena, mas não à brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, há dez anos, começamos a ter leis de incentivo à cultura. O que essas leis fizeram até agora? Onde está ela? Está desassistida. As maiores expressões que verificamos em nossa sociedade são atos de marketing e de valorização de marcas comerciais que se refletem nos grandes eventos culturais. Basta verificarmos o nome dos nossos eventos: <em>Free Jazz</em>, <em>Carlton Dance</em>, <em>Kaiser Rock</em>. Onde está a brasileira? O que isso tem a ver com o maracatu, com o bumba-meu-boi, com o caboclinho, com a essência nacional? Não vemos isso refletido no noticiário dos jornais ou da televisão. O que existe é uma ação mercadológica, como se fosse um complô contra nossa nacionalidade. Os pequenos grupos folclóricos e da cultura popular e as pequenas e as médias companhias teatrais têm dificuldade muito grande de acesso aos incentivos. Quem tem acesso a isso são os grandes grupos e os grandes produtores que, em sua maioria, estão ligados a grandes grupos econômicos, que valorizam seus interesses comerciais em detrimento dos interesses nacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou economista e homem acostumado a fazer projetos. Levei sete meses e fiz exaustivas visitas a Brasília e ao Rio de Janeiro para atender ao que era exigido. Para aprovar o meu primeiro projeto, tive de preencher nove formulários, treze anexos e apresentar oito certidões. Ainda tive de cumprir algumas exigências.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual é o grupo brasileiro que se pode dar ao luxo de fazer isso? Em sua grande maioria, a arte brasileira funciona independente de burocracia. Quem pode se submeter a essa forma estatizante que emperra a obtenção desses supostos incentivos?</p>
<p style="text-align: justify;">O que aconteceu, a bem da verdade, foi que, com tantas exigências, o apoio à atividade cultural desapareceu. Antes, os produtores iam às em presas e pediam um quilo de miçangas, dez quilos de plumas, madeira. Agora, não podem fazer isso. Na primeira fase da lei, a empresa simplesmente contabilizava o que era feito como doação e apresentava no seu Imposto de Renda, e a coisa funcionava. Agora, o projeto cultural tem de ser prévio, o que é uma ingerência. A atividade no Brasil passou a ser aprovada pelo Ministério da Cultura. Acabou a espontaneidade! Se o projeto não for aprovado, não há como receber nada, o que dificulta a produção.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos vivendo um momento de extrema carência de recursos para a produção brasileira. Por outro lado, não podemos deixar de pensar que a cultura é o fator determinante da cidadania, é o que vai determinar a sobrevivência do povo brasileiro. Sempre foi olhada como supérfluo. Devemos mudar a visão que temos sobre isto.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura é o elemento mais importante do desenvolvimento econômico de um povo. O elemento mais importante para diminuir as injustiças sociais. A indústria cultural é capaz de criar maior número de empregos no Brasil. É a atividade que maior benefício traz ao país. No entanto, é sempre relegada a segundo plano.</p>
<p style="text-align: justify;">Passei quinze anos fora do Brasil, em auto-exílio. Não damos importância aos nossos valores, não conhecemos o Brasil e não conhecemos a cultura brasileira, que não se encontra nos grandes centros, mas na periferia, no <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura_artesaos_barro6.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-278" title="cultura_artesaos_barro6" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura_artesaos_barro6-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Norte e no Nordeste. O mundo inteiro a reverencia.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que não investir de forma eficiente e encontrar mecanismos de apoio para que criemos empregos e possamos aumentar o turismo cultural? Seria uma forma de atrair, inclusive, o investidor estrangeiro. Aquele que vem atrás desse tipo de turismo é capaz de investir no País. Uma forma de atrair o capital estrangeiro é vendê-la e incentivá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunto-me por que o Brasil, que recentemente criou para a pequena e para a microempresa o imposto Simples, pois não têm infra-estrutura para cuidar de tantos impostos, não faz uma lei simples nessa área? Por que não pensamos em diferenciar o pequeno produtor cultural, que não tem infra-estrutura burocrática e administrativa, para que se possa seguir os mesmos princípios do grande? Por que não valorizamos a produção, baseada na cultura brasileira, com incentivos maiores do que aqueles que estão simplesmente servindo de elemento de valorização de uma marca? Temos de pensar nessas coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Verificamos que existe uma carência de financiamento. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico recentemente incluiu o “<em>S</em>”, passando a ser Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Esse “<em>S</em>”, parece-me, entrou apenas para que ficasse politicamente correto, porque não o vemos. Eu gostaria de vê-lo financiando as atividades sociais com a mesma ênfase que dá ao desenvolvimento econômico. A cultura é o vetor mais importante de desenvolvimento econômico da Nação e o fator primordial, principalmente nas regiões mais carentes do Brasil, para a criação de novos empregos, que é um problema nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">O dinheiro investido, recentemente, na fábrica da Volkswagen, que criou duzentos empregos, poderia ter criado duzentos mil empregos no Nordeste. Esses duzentos mil empregos no Nordeste atrairiam – o fator é dezenove – esse número multiplicado por dezenove de outros empregos, que, por sua vez, atrairiam o capital estrangeiro. A indústria cultural é a que mais cresce no mundo e a que tem melhor retorno.</p>
<p style="text-align: justify;">Os senhores se lembram de Nova York, em 1975. Decretaram a falência de uma cidade do mundo capitalista. O prefeito daquela cidade, na época, pegou o seu caixa – havia parcos recursos, insuficientes para que qualquer projeto de sua administração pudesse ir adiante – e destinou a verba aos artistas para que falassem do amor que tinham pela cidade. Essa pequena verba resultou na campanha “<em>I love New York</em>”. Devido a esse refrão, a Broadway se revitalizou. Era uma cidade extremamente violenta. Eu morava lá naquela época. As indústrias, o comércio e os serviços saíram de lá, indo para os arredores. A cidade tinha um índice de desemprego altíssimo, o maior dos Estados Unidos. Com a criação do grito de amor por ela e com os espetáculos que aconteceram na Broadway, vieram os turistas; com eles, os hotéis encheram; os restaurantes tiveram de contratar mão-de-obra; a indústria de serviços foi aumentando; as conferências e as reuniões anuais das empresas passaram a convergir para lá novamente; a atividade da cidade começou a florescer de novo; os impostos foram recolhidos e as dívidas passaram a ser pagas. Nova York saiu da insolvência e voltou a ser – estava perdendo para Londres – o centro financeiro. Hoje, indubitavelmente, é a capital do mundo dos negócios.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso ocorreu por causa de um bando de artistas que resolveu falar de amor pela sua cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura-folclore02.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-279" title="cultura-folclore02" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cultura-folclore02-300x147.jpg" alt="" width="300" height="147" /></a>Não há um brasileiro que ouse falar do amor pelo seu País e pela sua cultura e que ache que temos de pensar na alma nacional. É hora de dedicarmos um pouco mais de atenção às expressões autênticas, que são as festas populares, as músicas e as danças do folclore, essência e base da nossa cultura verdadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Fernando Bicudo<br />
Diretor da Ópera Brasil</p>
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		<title>A água, o planeta e você</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 16:11:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Água, o planeta na UTI, este o tema de evento comemorativo em um dos nossos hospitais. Expressivo, sobretudo, pelos notáveis conferencistas convidados, em que, sem citar os companheiros da casa, destacaríamos personalidades da mídia, como André Trigueiros, jornalista estudioso e defensor incansável da ecologia e do meio ambiente; a Engenheira Luiza Krau, de Furnas; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/iceberg.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-268" title="iceberg" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/iceberg-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Água, o planeta na UTI, este o tema de evento comemorativo em um dos nossos hospitais. Expressivo, sobretudo, pelos notáveis conferencistas convidados, em que, sem citar os companheiros da casa, destacaríamos personalidades da mídia, como André Trigueiros, jornalista estudioso e defensor incansável da ecologia e do meio ambiente; a Engenheira Luiza Krau, de Furnas; e os Oficiais de Marinha “hibernados”, na Estação Comandante Ferraz, na Antártica, por meio de teleconferência, em tempo real, via satélite, que, empenhados em múltiplas pesquisas, preservam a maior reserva de água doce do planeta, a calota congelada, com seus 2.700m de espessura. O aproveitamento desse manancial ainda é incerto, eis que grande parte se tem perdido pelo desmoronamento progressivo em face do aquecimento global, ao mesmo tempo em que tem provocado a elevação do nível do oceano, que já avança e invade a orla de algumas de nossas cidades litorâneas. Aqui no Rio de Janeiro, os moradores de Leblon e Ipanema já projetam para as próximas décadas ensaios de como salvar os prédios mais próximos da praia, evidentemente de maior valor de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Paradoxalmente, vimos nos últimos anos a “seca” em alguns afluentes do Amazonas, impedindo a navegabilidade e isolando as populações ribeirinhas, algo inimaginável tempos atrás. Nossos ecologistas já defendem o aproveitamento inteligente do Aquífero Guarani como reserva estratégica, e empresas desenvolvem tecnologias viáveis de dessalinização da água do mar por osmose reversa, como se processa nos transatlânticos modernos. Vemos com frequência em alguns noticiários muitas regiões do mundo onde já não há água suficiente para consumo humano.</p>
<p style="text-align: justify;">No semiárido nordestino, há décadas nossos irmãos sofrem, sem que os políticos se empenhem na solução do problema, ainda que conheçamos as técnicas empregadas nos países do Oriente Médio, verdadeiro deserto, onde é possível plantar e produzir em clima artificial satisfatório.</p>
<p style="text-align: justify;">
Há poucos meses, em Londres, ecologistas e estudiosos do clima reuniram-se em evento internacional para avaliar as condições atuais sobre o aquecimento global e suas pertinentes consequências. A conclusão desanimadora foi que os 400 representantes afirmaram que se medidas efetivas e rigorosas não forem tomadas de imediato, incluindo a anuência por todos os países das recomendações do Protocolo de Kyoto, a Terra não teria mais do que quarenta anos de sobrevida.</p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos uma análise abrangente sobre a água e o meio ambiente no que nos concerne individualmente. Como temos nos cuidado em relação à água? Entendemos que o nosso organismo é formado com quase 70% de água; todas as funções orgânicas dependem de água para se processarem a contento, mas a maioria das pessoas tem uma ingesta desse precioso líquido aquém de suas necessidades ideais. Como resultado, alguns processos degenerativos se iniciam, lenta, mas progressivamente, e a gente vai se acostumando com os sintomas. Por experiência própria, na avaliação dos tripulantes que são checados no Centro de Medicina Aeroespacial (CEMAL), ao longo de quatro anos observei que a partir dos 40 anos de idade, aproximadamente 15 anos de atividade em Aviação Comercial, esses pacientes passavam a apresentar indícios de hipertensão arterial. Comentei com o Comandante Koehler e, considerando sua opinião, confirmei que normalmente os pilotos, por disporem de pouco tempo para irem aos toaletes (quase sempre ocupados por passageiros), sobretudo em rotas domésticas, tomavam poucos líquidos para evitarem desconforto durante a pilotagem. Debatemos o assunto com os companheiros médicos das empresas e o feedback foi afirmativo. Sugerimos medidas que atenuassem os problemas e, hoje, nos projetos de novas aeronaves, já se destinam WC exclusivos para os pilotos e comissários, anexos aos “sarcófagos” de descanso.</p>
<p style="text-align: justify;">Reafirmando que o nosso corpo é formado essencialmente de água, isso mesmo, H2O, sua reposição contínua e em quantidade e qualidade é essencial à manutenção de todas as funções, para que tenhamos boa qualidade de vida, prevenção de doenças e longevidade. Daí, como exercício de memória consideremos como a água atua nesse complicado processo, afirmando desde logo ser a ingesta de pelo menos oito copos ou <a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/agua2.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-269" title="agua2" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/agua2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>dois litros/dia o ideal, ainda que pela simples sensação de sede não sejamos induzidos a beber esse volume. Satisfeita a demanda de água e tendo uma dieta balanceada, garantiremos o turn-over ideal dos nossos tecidos e a sinérgica harmonia dos sistemas, evitando a oxidação tissular e o envelhecimento precoce.</p>
<p style="text-align: justify;">Ilustremos na prática como isso funciona, comparando nosso corpo ao de uma máquina, por exemplo, uma caldeira rudimentar: para produzir energia, calor e vapor, ela pode queimar lenha, óleo combustível, gás ou matriz energética compatível, que configuraremos como os alimentos que ingerimos. Haverá, todavia, os resíduos a eliminar, como gases e fumaça, que no caso será o gás carbônico eliminado pelos pulmões. Como cinzas consideremos todas as escórias que eliminamos por meio do suor, dos dejetos e da urina.</p>
<p style="text-align: justify;">Passemos a enfocar especificamente a água e o sistema real. Este sofisticado sistema é tão eficiente quanto delicado. Manipulando quantidade surpreendente de substâncias complexas, desempenha múltiplas funções, como por exemplo: eliminar continuamente os resíduos do metabolismo protéico que estão concentrados na urina, os quais são conduzidos para fora de cada rim pelo ureter até à bexiga. Lá, a urina é acumulada de modo a ser evacuada do corpo à vontade por um único tubo, a uretra. Cabe aqui algo a considerar: a vontade de urinar dá-se por mecanismo reflexo, nem sempre obedecido com a frequência desejável, eis que às vezes retardamos essa eliminação por circunstâncias limitativas ou mesmo por negligência, o que é prejudicial à saúde, pois sendo rica em cristais, sua retenção produzirá eventualmente se-dimentação e provável formação de cálculos renais, com sintomatologia extremamente dolorosa e tratamento às vezes invasivo (cirúrgico), quando tratamento alternativo, a litrotripsia (choque de ondas), se mostrar ineficiente.<a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/rins21.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-270" title="rins2[1]" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/rins21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> Função ainda mais importante é a capacidade que os rins têm de poder variar e compensar a quantidade de água que é perdida através da urina para estabelecer o equilíbrio hídrico do corpo. De igual maneira, o sistema renal regula os teores e as espécies de eletrólitos, propiciando o balanceamento salino adequado no sangue e líquido tecidual, como creatinina, uréia, potássio etc. Evidenciando a importância desses elementos, basta lembrar que é através da análise de seus valores que se estabelecem os parâmetros para a avaliação de nosso estado geral de saúde, quer nos “check-up” de rotina quer nos pré-operatórios etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumprindo adequadamente suas funções, para que tudo isso aconteça, é necessário que todo o volume sanguíneo circule pelo sistema renal, em média a cada cinco ou seis minutos. Isto representa 1.700 litros em cada 24 horas. Processando esses 1.700 litros, os rins produzem 170 litros de líquido tissular chamado filtrado glomerular, dos quais 169 litros são devolvidos à corrente circulatória, sendo a diferença (um litro) aquilo que excretamos sob forma de urina.</p>
<p style="text-align: justify;">
Como manifestação tardia de um aporte insuficiente de água, poderemos ter a hipertensão arterial. Revela o paciente renal crônico, em que os sintomas se apresentam de modo lento, mas evolutivo, e sem se aperceber que algo considerável está ocorrendo, ou por acostumar-se com os sintomas. Isso ocorre com frequência nas populações do interior, de menor acesso a acompanhamento médico regular. Lamentavelmente, também por insuficiência de recursos e demanda elevada de pacientes, o profissional limita-se à queixa principal do paciente, tratando da hipertensão sem investigar a etiologia (causa) principal do sintoma, tendo o paciente seu quadro agravado, evoluindo às vezes para o inevitável.</p>
<p style="text-align: justify;">Tivemos a oportunidade de observar que essa ocorrência era prevalente em Alcântara (MA), quando da implantação do Núcleo para a construção do Centro de Lançamento Espacial, em 1986. Alertamos os médicos do pequeno e único hospital da cidade, conseguimos sua reforma e ampliação, bem como a dotação de equipamentos e infraestrutura compatível. Passamos a examinar os familiares dos militares e trabalhadores convocados e nos surpreendeu o fato da prevalência de hipertensão mesmo em pessoas relativamente jovens. Diagnosticada a origem do problema e estabelecido o tratamento adequado, eliminamos uma condição antes considerada endêmica. Os serviços especializados em hemodiálises registram aumento significativo de pacientes com síndromes renais, o que implica em tratamentos prolongados em situações quase sempre irreversíveis.<br />
Optamos por concluir com ilustração prática, informando que em Alcântara os nativos dispunham de farta alimentação de frutos do mar, predominantemente camarão e crustáceos em geral, elevado aporte de cálcio, quase nenhuma verdura. Não valorizavam a agricultura, no que foram orientados pelo “staff” multidisciplinar do nosso efetivo, tendo encaminhado os interessados a fazerem estágio na Escola Técnica de Agricultura, em São Luís. Provemos as fontes de água potável, noções de higiene e orientação de princípios de hábitos saudáveis, tendo o cuidado de fazer o acompanhamento periódico com nossas assistentes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, aquela população se apresenta saudável, produtiva e em plena atividade, absorvida pelo desenvolvimento do turismo, o que tem incrementado a economia local.</p>
<p style="text-align: justify;">
De resto, diremos que a longevidade somente é válida com boa qualidade de vida. É nossa, de cada um, a preocupação de melhorar a “saúde do planeta”. Juntemo-nos aos que se dedicam em prol desse “affair”.<br />
Jesse Ribeiro da Silva &#8211; Ten Cel (CD)</p>
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		<title>Um parecer de mestre. Gripen!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 18:30:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Toda a imprensa tem repercutido declarações do presidente, de ministros e especialistas ansiosos por ensinar que uma decisão deste porte não é apenas técnica e que comprar aviões de caça não se compara a comprar um automóvel. Fico impressionado com a imensa pretensão destas pessoas. Imagine querer ensinar a oficiais 4 estrelas, homens experientes, estudiosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Gripen.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-257" title="Gripen" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/Gripen-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Toda a imprensa tem repercutido declarações do presidente, de ministros e especialistas ansiosos por ensinar que uma decisão deste porte não é apenas técnica e que comprar aviões de caça não se compara a comprar um automóvel. Fico impressionado com a imensa pretensão destas pessoas. Imagine querer ensinar a oficiais 4 estrelas, homens experientes, estudiosos do assunto, com bagagem internacional tendo visitado vários países, sendo fruto de uma seleção natural onde de cada 1000 um chega lá, o que é uma decisão desta responsabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses pareceristas conhecem profundamente o entorno estratégico em que o país está mergulhado. Alguns são pilotos experientes, com milhares de horas de voos em aviões de combate. Vivenciaram os F5, os Mirages, os problemas de manutenção, os problemas de atualização destas aeronaves. Claro que todos gostariam de poder pilotar e escolher as novas aeronaves , que na verdade não estão a venda. São as chamadas de 5 e 6 geração. Aeronaves com efeito invisibilidade, com manobrabilidade e autonomia. Com um poder de fogo infinitamente superior as atuais, com um aviônica embarcada que permite o abate do inimigo a distâncias inimagináveis. Que permitem um amplo apoio de satélites e outros sensores em terra e ar de forma a enriquecer a missão. Que permitem até a ausência de piloto humano, reduzindo os riscos de perdas de pessoal especializado onde foram investidos milhares de reais em treinamento e capacitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são estas que estão em jogo. Não são o motivo da atual licitação. O que está em jogo, e eles sabem bem, é uma opção de transformar a escolha de uma Força Armada numa escolha de um país. Todos sabem que este assunto tem que deixar de ser do interesse da Força e passar a ser interesse da Nação Brasileira. Isto está sendo conseguido com maestria.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta hipótese básica, como deve ser o parecer estratégicamente estudado? Pelo Gripen claro! Ele é o mais barato e o que se encontra numa fase mais &#8220;aberta&#8221; de desenvolvimento. É o mais versátil do ponto de vista operacional. Sobre o aspecto combate e experiência, a opção destacada é o F-18 Hornet.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a opção pelos Rafale será obviamente da Nação, não da Força Aérea. Assim quando num futuro muito próximo forem votados orçamentos para a Força, quem poderá reclamar dos valores para treinamento, desenvolvimento e operação da Opção Nacional, referendada pelo presidente e defendida por luminares da diplomacia e experts do google?  </p>
<p style="text-align: justify;">Parabéns a quem conduziu o processo, não poderia ser mais feliz. Por favor tenham humildade ao ouvir os novidadeiros, guardem o riso contido para os bastidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Eng. Antonio Carlos Gomes Siqueira</p>
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		<title>ONU: Brasil contra O Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 14:25:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Governo brasileiro deu um golpe no Brasil ao assinar a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, em setembro de 2007, na Assembléia Geral, sem que a população e as instituições públicas e privadas soubessem o conteúdo da decisão. Não houve qualquer debate. O Brasil foi pego de surpresa. Foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Governo brasileiro deu um golpe no Brasil ao assinar a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, em setembro de 2007, na Assembléia Geral, sem que a população e as instituições públicas e privadas soubessem o conteúdo da decisão. Não houve qualquer debate. O Brasil foi pego de surpresa. Foi um golpe do Brasil contra o Brasil. A ONU visava também os EUA, que não assinou.<a href="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cavalo-de-troia1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-252" title="cavalo-de-troia1" src="http://demopart.com.br/GrupodeEstudos/wp-content/uploads/2010/01/cavalo-de-troia1-300x230.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a> A ONU infiltrou um gigantesco Cavalo de Tróia com o apoio e o incentivo do Governo Federal. A traição à Pátria está caracterizada por um conjunto de artigos da Declaração que, simplesmente, entregam o Brasil aos interesses estrangeiros, sob o pretexto de defesa dos direitos humanos dos povos indígenas. É justo defender os direitos indígenas, mas não é justo usar maliciosamente os povos indígenas para outros objetivos, o que é contradizer a própria Declaração.<br />
Cientificamente, o nosso DNA é indígena também. Temos, pois, o direito à antropofagia de Oswald de Andrade, segundo a qual “só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente”. Aos traidores, um banquete antropofágico. Parafraseando o poeta Manuel Bandeira, que em 1928, na “Revista de Antropofagia”, propôs com muito humor que se “jantasse” o crítico de música do “Jornal do Brasil”, eu proporia que “jantássemos” o Presidente Lula, nos mesmos termos de Manuel Bandeira: “Antropófagos, eu proponho a deglutição imediata do Presidente Lula! Verdade que a carne é dura. Mas pode-se entregar o pior pedaço ao tirano Hugo Chávez, que tem bons dentes, ar feroz e excelente estômago”. Estaria coerente com o espírito dos antropófagos em 1928: “Nós somos contra os fascistas de qualquer espécie e contra os bolchevistas também de qualquer espécie”.<br />
A Declaração enfatiza sistematicamente a livre determinação dos povos indígenas sobre as suas terras, territórios e riquezas ou recursos naturais. O Artigo 32 afirma que “os povos indígenas têm direito a determinar e elaborar as prioridades e estratégias para o desenvolvimento ou a utilização das suas terras ou territórios e outros recursos”. Para tal, ela exige a total desmilitarização das terras e territórios, como está no Artigo 30. Certamente, essa autodeterminação já vem sendo trabalhada de maneira precursora pelas ONG’s internacionais, que já orientaram as tribos quanto às prioridades e estratégias.<br />
O Artigo 4º autoriza “a dispor dos meios de financiar” a “autonomia ou o autogoverno”, o que abre as negociações diretas com as potências estrangeiras, tendo como mediadoras as ONG’s, que lá já estavam há muitos anos, financiadas pelas mesmas potências à espera da Declaração da ONU. Tudo muito bem articulado. No Artigo 9º, lê-se que “os povos e as pessoas indígenas têm direito de pertencer a uma comunidade ou nação indígena, em conformidade com as tradições e costumes da comunidade ou nação de que se trate. Não pode haver nenhuma discriminação de nenhum tipo do exercício desse direito”. Há muitas práticas indígenas que são absolutamente incompatíveis com a civilização, e típicas da barbárie. Aceitar toda e qualquer prática pode significar aceitar o canibalismo, o genocídio, torturas, assassinatos sumários, a violência contra a mulher etc. É a institucionalização da regressão ao primitivismo. Assar os comissários e signatários da ONU em um gigantesco banquete não seria condenável.<br />
Todas as terras indígenas foram conquistadas ao longo dos milênios por meio do genocídio. Os povos indígenas de hoje são os últimos vencedores da prática milenar de extermínio. As pesquisas de Maria Beltrão revelam que mesmo no estado do Rio de Janeiro temos presença humana comprovada de cerca de dois milhões de anos.<br />
Vê-se que é uma rua sem saída. Somente o último Artigo, o 46, menciona que a Declaração “não fomenta a perda total ou parcial da integridade territorial ou a unidade política de Estados soberanos e independentes”.<br />
Quem acredita?</p>
<p style="text-align: justify;">João Ricardo Moderno -<br />
Presidente da Academia Brasileira de Filosofia<br />
Doutor de Estado (Docteur d’État) em Filosofia pela Universidade de Paris I – Panthéon – Sorbonne<br />
Doutor Honoris Causa pela Universidade Soka –Tokio &#8211; Japão<br />
e-mail:academiafilosofia@gmail.com</p>
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